José Ursílio tem carreira de 25 anos. Começou como jornaleiro em 1976, durante os últimos 20 anos a marca foi atuação polêmica. Textos críticos e reportagens investigativas ganharam reconhecimento do leitor, mas renderam perseguições e ao menos 56 processos.
Correio de Marília foi a escola de jornalismo de José Ursílio, aluno do mestre e vetereno Anselmo Scarano, o Penaforte, até hoje articulista do Diário.
Passou por grandes veículos de comunicação. Em 86 atuou como repórter da Folha de S. Paulo em casos de repercussão nacional.
Mas foi atuação integrada e em defesa dos interesses coletivos da cidade que Ursílio fez sua carreira polêmica. O editor do Diário foi condenado duas vezes.
Em 93 não abriu mão de manter testemunha em off e preservá-la num processo de assédio sexual de padre contra menor. Prestou sete meses de serviços à comunidade.
Por descumprimento de ordem judicial, em Garça, em 98, enquanto responsável pelo jornal Comarca de Garça, novamente foi condenado. Pena era três meses de prisão, revertida em doação de cestas básicas a entidades.
Manter reportagens investigativas e textos críticos provoca reação da parte envolvida. Dos 55 processos, hoje José Ursílio responde ainda a sete queixas-crime.Até o mês passado tinha outras duas condenações - uma está em recurso no Tribunal de Alçada e outra acaba de ser conquista absolvição. Na grande maioria dos processos o jornalista foi absolvido pelo mérito, garantia de Justiça e preservação da liberdade de imprensa.
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