Através do Decreto 5.956, de 27 de junho de 1933, o então governo provisório
do Estado criava oficialmente a Comarca de Marília. A notícia foi publicada
pelo jornal Correio de Marília como celebração. Instalar a Comarca de Marília
era mais uma das campanhas públicas movidas pelo jornal.
A publicação dava conta de que Fernando Augusto Nogueira Cavalcanti havia sido
nomeado o primeiro juiz da nova instituição.
"A Comarca de Marília é classificada em primeira entrância, pertencente ao 16º
Distrito Judicial, englobando a cidade de Garça, ficando criados os cargos de
juiz de direito, promotor público da Comarca, bem como os oficiais de justiça",
citava o referido decreto.
O ato foi assinado pelo general de divisão Waldomiro Castilho de Lima,
interventor federal no Estado, sob atribuições concedidas pelo governo
provisório da República. O primeiro promotor de justiça da Comarca de Marília
foi João Góes Ferreira. Os primeiros passos para a criação da Comarca de
Marília foram dados em 1930, mas sem resultados.
A revolução de 1932 adiou a idéia, conforme cita o professor e membro da
Comissão de Registros Históricos da Câmara de Marília, Paulo Corrêa de Lara,
autor do livro "Marília, Nossa Terra, Nossa Gente".
Até então, Marília estava vinculada à antiga Comarca de Piratininga,
constituída de cinco municípios e onze distritos de paz, com área de 4.182
quilômetros quadrados.
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