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Marília, 6 de Janeiro de 2009 Assine o Diário Anuncie no Diário Expediente Fale Conosco
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XVII - Colunas ajudam a preservar história

Além de transformar o jornal em um dos principais arquivos da Comissão de Registros Históricos de Marília, o Diário sempre manteve seções e colunas para manter a história da cidade em discussão. A principal delas é a coluna Vitral, do jornalista Anselmo Scarano, o Penaforte, publicada aos domingos, mesmo dia em que circula também a coluna Raízes, da professora Rosalina Tanuri, que transformou os artigos em um livro.

A iniciativa do Diário ganhou força na década de 90, com a colaboração de um dos maiores historiadores da cidade de Marília, o cartorário Paulo Lara. Ele publicou crônicas sobre a história do município de 1993 a 1998, quando se afastou por motivo de saúde.

Sem interromper a proposta, o Diário manteve o espaço aberto, sendo retomado pela secretária de Lara, Rosalina Tanuri. Ela escreve na coluna "Raízes" até hoje.

Segundo o vice-presidente da Comissão de Registros Históricos, Antônio Augusto Neto Filho, a oportunidade de divulgar fatos ou personalidades da história do município é imprescindível.

"Diria que se não fosse o Diário, nossa luta por manter viva nossa história seria muito difícil, pois é carente as opções que dispomos para difundir a história de Marília", comentou.

Para ele, a Comissão faz o papel de reconstituir, pesquisar e preservar os acontecimentos que promoveram desde o surgimento até o desenvolvimento de Marília.

"Mas história não se guarda, e sim se lembra e se reconta, daí a importância do Diário em divulgar os fatos que recontam a origem e formação do município, cumprindo não só uma função jornalística, como também um papel cívico à sociedade", disse.

Rosalina Tanuri, afirma que seus textos falam sobre a vida cotidiana das primeiras décadas de Marília. "Não participei dos fatos políticos de Marília, mas presenciei cenas e fatos que marcaram época", disse.

Os artigos de Rosalina situam uma época passada da cidade, mostrando como era o centro comercial, como se ergueu o município e de que maneira viviam os cidadãos marilienses.

"Lembro, por exemplo, da canalização do córrego que passava pelo que hoje é a rua 15 de Novembro, os dutos eram tão grandes que cabiam um adulto em pé", lembra.

Para ela, remontar histórias do cotidiano faz despertar o interesse do leitor e resgatar a memória do município. "Como saber sobre a existência de uma forte colônia judia em Marília, por volta da década de 40 e 50, e, que hoje não temos mais judeus residentes", disse.

Rosalina nem sempre escreveu assiduamente sobre a história de Marília. A paixão pela cidade surgiu quando era secretária de Paulo Lara. "Fui contagiada por ele e hoje não vivo sem isso", afirmou.

 
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