O presidente da Câmara de Marília, Herval Rosa Seabra (PSD), acha que os
mecanismos judiciais à disposição das pessoas que se sentirem vítimas do
denuncismo não são suficientes para reparar danos que tais denúncias provocaram
contra a honra.
"Ela pode processar a pessoa, mas só que aí o estrago tá feito. Aquilo que se
falou da pessoa, já foi falado, é o chamado travesseiro de pena: você joga do
alto de um edifício e depois tenta recolher as penas, vai ser muito difícil." A
"execração pública" seria evitada, segundo o vereador, se não fossem divulgados
à imprensa, e por sua vez, à sociedade, sem antes as informações terem sido
comprovadas.
"Muitas vezes se noticia certos fatos e depois na frente se comprova de que
não é nada daquilo, que não era verdade."
O vereador considera que a sociedade tem o direito de saber das acusações mas
não antes de pelo menos o juiz acatar a denúncia, caso contrário o acusado
passaria para o papel da vítima, sujeito a ter a vida profissional e pessoal
destruída por falsas denúncias.
Ele cita exageros de ambos os lados, mas reconhece que muitas vezes o
Ministério Público e a imprensa acabam sendo usados por pessoas que só querem
denegrir a imagem de adversários, sobretudo políticos.
"Muitas vezes são passados certos fatos para a imprensa e a própria imprensa
se encarrega de aumentar, de esticar, valorizar aquela denúncia que era pequena
e que acaba se transformando em algo grande."
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