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Marília, 5 de Janeiro de 2009 Assine o Diário Anuncie no Diário Expediente Fale Conosco
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XV - Vereador vê indústria de denúncias

O vereador Roberto Monteiro (PMDB) aponta para ação de uma indústria de denuncismo no Brasil. Monteiro defende a controle na divulgação de informações sobre os acusados antes que a abertura de processo seja aceita pela Justiça, e de punições para promotores e procuradores que oferecerem denúncias sem fundamento.

"Ninguém está contra ou favor às denúncias, mas é preciso ter equilíbrio. Hoje em dia se denuncia e depois corre-se atrás para investigar." Ele conta que a divulgação de informações sobre acusados, antes sequer na instauração de um processo pelo juiz, constitui um risco à carreira política e profissional do acusado.

O vereador reconhece que existem dispositivos para punir os caluniadores, mas afirmou que são tomadas depois que o estrago foi feito.

"É preciso fundamentar a prova e encaminhar para o juiz. A partir do momento que o juiz aceita isso e abre um processo recebe acho natural que isso seja público, que se possa divulgar. O que está acontecendo hoje é que, principalmente em Brasília, a procuradoria pega um indício de alguma irregularidade e já vai para o rádio, jornal para a televisão, já coloca o cidadão moralmente devastado."

Ele sustenta a opinião na frase dita por uma das procuradoras da República em Brasília, Delza Curvello: "o julgamento deve ser feito perante o juiz competente, e não pela opinião pública, pois corre-se o risco de pessoas inocentes serem desmoralizadas antes nas telas de TV e páginas de jornais."

Monteiro lembra de medida provisória que definia multa de cerca de R$ 130 mil para o procurador que fizesse denúncia sem fundamento. A multa acabou sendo excluída da MP.

"Ele (FHC) recuou e não devia ter recuado. aquilo iria fazer o procurador, o promotor, pensar duas, três vezes antes de fazer a denúncia. Iria friar essa ancia de denunciar sem colher provas."

 
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