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Marília, 5 de Janeiro de 2009 Assine o Diário Anuncie no Diário Expediente Fale Conosco
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IV - Jornal defende interesse coletivo em reportagens

A grande maioria das ações é movida por políticos, com ou sem mandato. Geralmente são protocoladas ações aos pares: "denúncia" de crime de calúnia e pedido de indenização. A derubada de uma torna-se forte argumento na absolvição para a outra.

A linha geral de defesa tem sido mostrar que o jornal não ataca pessoas, não discute questões individuais. Tanto que não cobre casos de suicídio, não noticia crise de empresas até que elas sejam casos judiciais públicos ou de fiscalização de órgãos competentes.

O Diário não publica críticas diretas contra empresas sem que elas passem pelo Procon ou Justiça, como não divulga denúncias de erros médicos que não tenham sido registrados e estejam em investigação pela polícia, Conselho de Medicina ou órgão afim.

O Diário tem sido processado por vereadores, ex-vereadores, ex-assessores que ocuparam cargos de confiança na prefeitura ou em órgãos estaduais. Tem denunciado o que considera erros de moral e ética ou até fraudes e desvios cometidos por estas pessoas nos cargos públicos. E não deixa de emitir opinião sobre os casos de interesse público. A resposta é ação judicial.

Mas há pior. Há casos como o de Arineu Zocante, dono de uma nada invejável longa ficha criminal com muitas condenações, acusado por uma autoridade de cometer vários crimes.

Pois a entrevista virou processo. Arineu diz ser caluniado pelo jornal que publicou parte de sua ficha e as declarações da autoridade. Descabido. Outro exagero surgiu em uma ação de indenização contra as quatro linhas da coluna "Há 30 Anos", que reproduz reportagens publicadas pelo jornal. Não há novos textos, não há opinião. Há 30 anos notificou-se que um homem teria cometido suicidio na cadeia. Não houve ação na época. Agora a família processa o jornal. Quer indenização. "Preocupa neste quadro que os processos muitas vezes perdem direção técnica e legal e passam a ser simples reação contra o jornal, vontade de calar o jornal, não de cumprir a lei", explica o editor José Ursílio.Nestas condições, ganha mais visibilidade a atuação de parte do Ministério Público, chamado a dar parecer em todos os casos.

Peças de alguns representantes do Ministério Público com excessos de ataques, acusações e até ofensas acompanharam condenação em Marília que acabou derrubada no tribunal, inclusive com voto favorável da Procuradoria de Justiça. Como pode dentro do Ministério Público a avaliação ser tão diferente?

"Não foi apenas um parecer contrário aqui e um favorável em São Paulo. O que houve foi uma apanhado de ataques irados, de tom pessoal, de ofensa em Marília para absolvição plena em São Paulo. Foi 3 a zero em São Paulo com parecer favorável da Procuradoria", avalia o editor José Ursílio.

 
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