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Postado em 19/07/2016 às 14:54

Índice do Medo do Desemprego, calculado pela CNI, atinge recorde

Com o país já acumulando 11 milhões de desempregados, quem ainda tem um está no máximo de sua temeridade por perdê-lo, aponta IMD

Categoria: Economia

O Índice de Medo do Desemprego (IMD), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) desde 1999, bateu os 108,5 pontos no segundo trimestre do ano, o maior valor desde sua criação. O receio de perder emprego nos dias de hoje é maior ainda do que no período de desvalorização do real, em maio de 1999, quando chegou a 107,3. 

O IMD divulgado nesta segunda-feira (18) teve alta de 1,87% em relação ao primeiro trimestre de 2016 – o terceiro maior da série histórica – e de 4,2% em relação a junho do ano passado.

O desemprego voltou a registrar alta no trimestre fechado em maio e o índice fechou em 11,2%, com 11,4 milhões de desempregados, a maior da série histórica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). 

Para o economista Eduardo Rino, o índice da CNI que mede o temor da perda do emprego é o maior em 17 anos; um comportamento que ameaça a recuperação da economia. 

Segundo ele, o maior medo da perda de emprego aponta para mais dificuldades na recuperação da economia. "O índice é importante porque antecipa o comportamento de consumo. Uma pessoa com medo de perder o emprego procura guardar dinheiro para se sustentar em caso de demissão e adiar as compras. Isso deprime a demanda e acaba prolongando a crise econômica", afirma. 

Mas ele faz questão de enfatizar que esse receio do trabalhador tem fundamento. Para ele, a economia pode ter chegado "no fundo do poço", em termos de produtividade, mas o desemprego tende a aumentar. "De fato, mesmo com a atividade econômica estabilizando, o desemprego vai aumentar, porque reage mais lentamente à economia", explica. Rino, entretanto, afirma que essa sensação de medo deve se reduzir no último trimestre do ano, com as medidas políticas de aumento da credibilidade e fomento dos investimentos.

Diante deste cenário, as famílias tendem a adotar mais cautela e rever seus planos de consumo, o que afeta toda a economia, mas de forma mais forte os setores que dependem de prazos mais longos e que trabalham com bens supérfluos. 

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