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Postado em 09/07/2016 às 08:20

Comércio abre no feriado atrás de 1,2 milhão de consumidores

Se no dia-a-dia os lojistas de Marília abrem às portas para atender 220 mil marilienses, hoje a expectativa de público aumenta, para toda a região de um raio de 80 km

Categoria: Economia

MARCELO MORIYAMA

Trabalhar no feriado de 9 de Julho em Marília significa ganhar mais dinheiro, seja para o comerciante ou o comerciário. É que na data em que o Estado de São Paulo para de trabalhar, no nosso município o feriado criado desde 1997 se transformou em uma oportunidade de vendas e negócios regional. Se no dia-a-dia o comércio de Marília busca atender os 220 mil habitantes da cidade, as lojas em promoção hoje buscam atrair um potencial de público de 1,2 milhão de habitantes de cidades vizinhas de um raio de 80 km. O comércio abre hoje das 9h às 17h.

A lei que tornou todo dia 9 do mês de julho um feriado civil no Estado de São Paulo foi criada em 1997, para celebrar da data magna do Estado, em memória ao dia em que o povo paulista pegou em armas para lutar pelo regime democrático no País, deflagrando a Revolução Constitucionalista de 1932. 

A data garante folga para todos, mas desde que foi criada se tornou um embate sindical e trabalhista em defesa da abertura do comércio para atender os consumidores sem onde poder consumir de toda a região. De uns anos para cá que um acordo entre o setor patronal e dos trabalhadores pacificou a questão.

Toda loja que abrir no feriado é obrigada a compensar o dia com uma folga a ser concedida dentro de 90 dias, a escolha do patrão. Cada funcionário recebe hoje de R$ 56,00 a R$ 89,00 pelo dia extraordinário de trabalho, mais o vale transporte. Praticamente todas as lojas do centro, os shoppings e corredores comerciais da cidade, na Zona Sul, Norte, Leste e Oeste, estarão abertas hoje para aproveitar o dia em que toda a região vem comprar em Marília.

“Se tornou uma tradição da região vir comprar no feriado de 9 de julho e em outros feriados do ano. Enquanto as outras cidades param, Marília mantém seu comércio aberto para atender a população daqui e vizinha”, declarou o diretor da Acim, Libânio Nunes. Uma grande promoção da associação comercial oferece sorteio de prêmios para quem compra na cidade;

Mas por trás das vendas, o feriado fortalece o orgulho paulista. A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932 e tinha por objetivo a derrubada do governo do presidente Getúlio Vargas. Ele havia assumido o poder em 1930.

Com um governo provisório, mas de amplos poderes, Vargas fechou o Congresso Nacional, aboliu a Constituição e depôs todos os governadores. Insatisfeita, a população iniciou protestos e manifestações, como a do dia 23 de maio, que terminou num conflito armado. A revolução então acabou eclodindo no dia 9 de julho, sob o comando dos generais Bertolo Klinger e Isidoro Dias.

O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Getúlio Vargas. Cerca de 890 pessoas morreram nos combates. Getúlio Vargas permaneceu no poder até 1945, mas já em 1934 era promulgada uma nova Constituição dando início a um processo de democratização. Sinal de que o sangue paulista não foi derramado em vão.

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