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Postado em 28/06/2016 às 19:00

Funcionários do HC pedem reajuste salarial e já ameaçam nova greve

Sexta-feira (1°) comissão de funcionários e curadores se reúne pela última vez para discutir a pauta

Categoria: Saúde

Os cerca de 2.400 funcionários do Hospital das Clínicas (Complexo Famema), podem entrar em greve nas próximas semanas. O alerta é de Márcio Freitas, funcionário do órgão e representante da categoria junto ao Conselho de Curadores da Famema. Na próxima sexta-feira (1°) as partes (comissão de funcionários e Curadores) se reúnem pela última vez (já houve vários encontros) para discutir a pauta de reivindicações da categoria, que pleiteia 20% de reajuste geral ou um abono entre R$ 200 a R$ 300. 

“O problema é que até agora a diretoria da Famema não fez nenhum tipo de proposta ou acenou com alguma alternativa para nossas reivindicações”, disse Freitas. Ele afirmou que, se a diretoria do complexo não se manifestar na sexta-feira, na próxima semana será convocada assembleia dos funcionários em frente ao Hospital das Clínicas para deliberar sobre a proposta de paralisação. “Com certeza haverá nova greve e já temos o prazo para isso: antes do dia 11 de julho”, disse Freitas. A última paralisação da categoria ocorreu em dezembro do ano passado, por conta de atraso na primeira parcela do 13° salário. 

MELHOR O ABONO

O representante dos funcionários adiantou que, diante desse impasse, a melhor alternativa seria o abono. “Pelo menos alivia a situação”, resumiu. Uma comissão de funcionários do Complexo Famema se reuniu anteontem com o deputado estadual Abelardo Camarinha, solicitando intervenção do parlamentar sobre o impasse. 

“O Camarinha já interviu em nosso favor no movimento do ano passado e conseguimos o pagamento do 13° salário. Estamos de novo solicitando o apoio dele nesta nossa reivindicação de aumento salarial”, disse Freitas.

LUTA DESDE 1982

O deputado disse, após a reunião com os funcionários, que pretende agendar um encontro entre a diretoria do Complexo Famema e o vice-governador e  secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Márcio França. “Vamos torcer para que encontrem uma solução”, disse Camarinha. 

Ele comentou que, enquanto os funcionários do Complexo Famema não forem transferidos para a secretaria estadual da Saúde (por conta da autarquização da Famema) todos os anos, na época do dissídio salarial, haverá esse impasse. 

O parlamentar lembrou que desde 1982 (quando se elegeu prefeito de Marília pela primeira das três vezes que ocupou o cargo) vem lutando por melhorias no Complexo Famema. 

No início da década de 90, em seus dois mandatos como deputado estadual, ele foi autor e batalhou pela estadualização da Famema (Faculdade de Medicina de Marília). A partir de então, estudantes pobres e de classe média baixa passaram a frequentar os qualificados cursos da Famema sem pagar nada. 

No atual mandato, Camarinha conseguiu a aprovação do projeto de autarquização do Complexo Famema, pelo qual o H.C/Famema passa a integrar a secretaria estadual da Saúde. Os trâmites dessa transferência ainda estão em andamento.

Quando ao pedido de reajuste dos funcionários, o deputado afirmou que outro problema são os baixos repasses do Governo Federal ao Complexo Famema (via SUS) e a violenta queda de arrecadação de IPI e ICMS pelo Estado. “Mas continuaremos na luta para que os funcionários do complexo Famema, assim, como as demais categorias do funcionalismo, consigam um ganho satisfatório em seus salários”, finalizou Camarinha.

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