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Postado em 21/06/2016 às 17:37

Anvisa quer proibição do termômetro com mercúrio

Proibição da substância em termômetros é uma tendência mundial, segundo o órgão

Categoria: Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública para discutir a proibição da fabricação, importação e a venda de termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio no País. 

Esses aparelhos têm uma coluna transparente, contendo mercúrio no interior, com a finalidade de aferir valores de temperatura corporal (no caso do termômetro) e pressão arterial (no caso do esfigmomanômetro).

De acordo com a Anvisa, a proposta de proibir o uso desses equipamentos no país faz parte do compromisso do Brasil de banir produtos com mercúrio até 2020. "A Anvisa, assim como outros órgãos da administração pública, está comprometida com a Convenção de Minamata, onde 140 países, incluído o Brasil, firmaram compromisso para o controle do uso e redução de emissões e liberações do mercúrio para a natureza.

Um dos compromissos é o banimento de produtos que contém mercúrio até 2020. A proibição da substância é uma tendência mundial".

A agência destaca que no mercado já existem os termômetros e esfigmomanômetros digitais, alternativos aos com a coluna de mercúrio. "Esses dispositivos [digitais] também possuem a sua precisão avaliada compulsoriamente pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade e são ambientalmente mais sustentáveis".

O mercúrio é tóxico para humanos e para o meio ambiente, onde pode se ligar a outros elementos químicos e formar o metilmercúrio, que o torna ainda mais prejudicial.

Segundo o Ministério da Saúde, o metilmercúrio pode prejudicar os rins, fígado e sistema nervoso central, levando a sintomas como perda de coordenação motora, dificuldades na fala e audição, perturbações sensoriais e fraqueza muscular. Em casos mais extremos, pode levar à morte.

Em quantidades tão pequenas quanto a presente em um termômetro, porém, dificilmente causará problemas de saúde, segundo avaliação do Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido.

Os termômetros de mercúrio já foram banidos da União Europeia em 2007, quando a venda foi proibida. Nos Estados Unidos, 13 estados têm leis que impedem a fabricação, venda e distribuição desses instrumentos.

Para o farmacêutico da Farmácia Nossa Senhora de Fátima, Dani Freder, além de ser cultural o uso do termômetro com mercúrio, existe uma preferência em relação aos termômetros eletrônicos que é a precisão dos resultados. “O de mercúrio é mais preciso e na hora de se saber se alguém tem febre ou não, o importante é a garantia de precisão.” Na opinião dele basta se manter o cuidado com o uso do termômetro de mercúrio.

O preço de um termômetro hoje varia em torno de R$ 18,00. Entre os eletrônicos, o valor varia, vai de R$ 18,00 a R$ 160,00, com opções de formato de chupeta ou para aferição na testa ou orelha.

A proposta propõe ainda o fim do uso dos equipamentos nos serviços de saúde do País.

Os comentários e sugestões para a consulta pública podem ser enviados em até 60 dias pela internet ou por carta para o endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Gerência-Geral de Tecnologia de Produtos para Saúde, SIA trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP 71.205-050. As contribuições internacionais deverão ser direcionadas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Assessoria de Assuntos Internacionais (Aint), no mesmo endereço.

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