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Postado em 11/03/2014 às 01:00

Agentes penitenciários de Marília ameaçam greve nesta quarta-feira

Os agentes reivindicam reposição salarial, plano de carreira e redução da população carcerária

Categoria: Polícia

BENEDITO HENRIQUE 

 

Os funcionários da Penitenciária de Marília ameaçam entrar em greve nesta quarta-feira (12). O movimento é encabeçado por agentes penitenciários de todo o Estado de São Paulo. É o resultado das dificuldades em negociar salário e plano de carreira com o Governo Estadual. Os profissionais aguardam o posicionamento do governador, o que deve ocorrer hoje às 10h. 

Em todo o Estado, 80 penitenciárias já aderem ao movimento grevista. Caso a greve seja decretada, a Penitenciária local deixará de oferecer aos sentenciados atendimento a advogados e oficiais de justiça. Os sentenciados não terão atividades esportivas e banhos de sol. Apenas serão mantidos os serviços essenciais tais como atendimento à saúde, alimentação, limpeza e tratamento de esgoto.

Luciano Carneiro, diretor do Sindasp (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo), diz que as tentativas de entendimento com o governo, secretarias de Segurança Pública, Administração Penitenciária e de Gestão Pública se arrastam há mais de um ano. De acordo com ele, de janeiro a dezembro do ano passado, cinco reuniões aconteceram entre funcionários e órgãos do Estado, no entanto, não houve avanços. 

“Estamos reivindicando reposição salarial de 20,64% referente à perda ocorrida entre os anos de 2007 e 2012, mais 5% de ganho real. Nós também queremos a redução de duas classes em nossa carreira. Atualmente a categoria é dividida em 8 classes e isso nos prejudica muito. Para conseguir a primeira promoção precisamos ter 5 anos de profissão e queremos reduzir para 3 anos. Para atingir as 8 classes precisamos trabalhar 35 anos sem faltas médicas. Isso é inadmissível. Ninguém pede para ficar doente”, destaca Carneiro.

Outro problema lembrado pelos funcionários das penitenciárias é a super lotação das unidades em todo o Estado de São Paulo. Eles relatam casos de agressões sofridas por agentes penitenciários, principalmente na capital paulista. A situação é causada pelo grande número de detentos nas unidades prisionais. 

“Nas unidades Pinheiros I e II a capacidade é para 750 presos e abriga 2.400. Em Marília, a penitenciária foi construída para 573 detentos e conta com 1.270. Em Álvaro de Carvalho, a unidade prisional com capacidade para 872 sentenciados recebe 1.740. A situação é insustentável”, relata o diretor do Sindicato. 

Os agentes aguardam o pronunciamento do governador na manhã de hoje às 10h. Caso não haja entendimento, Carneiro manterá diálogo com os funcionários da penitenciária de Marília e a greve pode começar amanhã (12).    

POLÍCIA FEDERAL

Agentes da Polícia Federal anunciaram greve a partir de hoje em todo o país. A categoria se reúne hoje em Brasília. Integrantes da PF de Marília também participam da mobilização na Praça dos Três Poderes. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho. 

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