Sete anos após a queda de uma ponte que liga Avencas à rodovia SP-333, entre Marília e Assis, na altura do quilômetro 350, produtores e moradores da região seguem aguardando sem perspectivas a reconstrução do acesso. A viagem dos caminhões que coletam a produção dos sítios e fazendas próximos, que antes não passava de três quilômetros até a rodovia pela estrada de terra, agora é de quase 20 quilômetros, já que a única saída do distrito é pela vicinal que corta a serra até o Jardim Flamingo.
Alfredo Ramos Novaes, um dos produtores locais, conta que está prestes a perder um acerto com uma empresa multinacional porque umas das exigências feitas para concretizar o investimento é que as fazendas tenham bons acessos para a distribuição. “Eles plantariam milhares de pés de laranja, investindo e contratando na região, mas eu, e também a cidade, posso ficar sem o acordo pela negligência do poder público”.
O coordenador da Defesa Civil de Marília, Coronel Alvim Gagliato, diz que há alguns anos, técnicos da secretaria de estado da Defesa Civil estiveram no local, mas não reconheceram a importância do acesso e decidiram pela não reconstrução da ponte. “Considero um acesso que deveria ser reaberto. Primeiro porque Avencas hoje só tem uma estrada para chegada e saída, e tendo algum problema nela a população ficaria ilhada. E também porque o retorno necessário gera prejuízos aos produtores e ao transporte escolar das crianças que fazem diariamente o translado entre Avencas e Amadeu Amaral”.
Nenhum Comentário