Após a crise financeira que restringiu a ida de dekasseguis para o Japão e obrigou mais de 300 de Marília e região a retornar ao Brasil, as agências de emprego começam a se recuperar e retomar atividades.
As vagas voltam a surgir no Japão principalmente nas linhas de montagem automobilística e nos setores eletrônico e alimentício.
João Carlos Miazato, dono da Mirai Way, única agência de Marília, comenta que o Japão aposta no aumento da exportação de carros elétricos, e consequentemente, na produção e contratação.
Desde o início das atividades em Marília, em 1996, já foram enviados ao Japão mais de 500 dekasseguis de Marília e região. Segundo ele, três marilienses já partiram este ano.
Dekasseguis trabalham durante oito horas diárias, com 25% de aumento sob o salário em caso de horas extras. O salário médio de um funcionário de fábrica é de 220 yen a 280 yen (R$ 2 mil a R$ 2,5 mil).
Através de uma agência, o imigrante recebe toda a estrutura para viajar, desde a recepção do aeroporto até a ida e entrevista na fábrica selecionada, além de seguro de saúde. A locação das moradias fica por conta da própria empresa.
Também conta com apoio do consulado brasileiro e ONGs ligadas a dekasseguis.
Lista de espera tem 120 interessados na cidade
A lista de espera na única agência da cidade já tem 120 interessados em partir a trabalho em busca de melhores condições financeiras. No entanto, em meio a tantas dificuldades, o Japão adotou regras mais rígidas para a entrada de imigrantes. Um dos critérios, além de ser sansei (japoneses até a terceira geração) ou casado com sansei, é falar pelo menos o básico de japonês, o que antes não era exigido, segundo o dono da agência, José Carlos Miazato.
“São pequenas mudanças, como também a exigência de colocar os filhos em escolas japonesas e não brasileiras”, comenta.
De acordo com Miazato, durante os últimos meses de 2008 e boa parte do ano passado 2009, apenas um ou dois dekasseguis foram enviados para o Japão, segundo o proprietário, agência praticamente recebeu de volta os que tinham ido antes da crise atingir o país.
e um absurdo isto!te ene pasando maior dificuldadees, e a mesma mentira que ouvi quando vim!aqui nem todos trabalham segurado ou tem 25% nas hors extras!muitos nao foram embra porque nao tem dinheiro nem pra comer
Moro no Japão e a situação econômica do país não anda das melhores, e as perspectivas a curto e médio prazo não são boas. Tanto as vagas como os salários anunciados pelas agências não coincidem com a atual realidade. Há muitos brasileiros vivendo com a ajuda das prefeituras e a situação está difícil também para os próprios japoneses. É um absurdo que as agências ainda queiram ganhar dinheiro iludindo as pessoas mal informadas sobre a situação, pessoas estas que não sabem a fria em que estão entrando.
to aqui no japao e as coisas continua ruim ,tem muita gente desempregada,esses empregos que as agencias estao oferecendo ai e temporario ,1 ou dois meses ate desafogarem os pedidos depois eles mandam embora ,e o salario e uma mixaria pois tem mao de obra sobrando no japao.