O volume de impostos pago pelo mariliense desde o começo do ano já ultrapassa R$ 41 milhões. Quantia é 5% maior do que a desembolsada no mesmo período de 2009, quando foram pagos R$ 39,169 milhões aos cofres públicos. Dados são do Impostômetro (disponível em www.
impostometro.com.br).
De acordo com o sistema, por dia, apenas com tributos, cidadãos da cidade desembolsam quase R$ 497 mil. Valor chega a R$ 46 mil por hora e, por minuto, R$ 780, aproximadamente. Em tese, cada mariliense já desembolsou R$ 175.
Para o economista Antonio Matioli, os números não surpreendem, já que o Brasil tem uma das mais altas cargas tributárias de todo o mundo, perdendo apenas para alguns países da Europa.
“O que assusta é que estes recursos nem sempre voltam de forma direta para a população”.
Ele reforça que os impostos não são apenas aqueles pagos na fonte, como IPVA e o IPTU, mas espalhados em todo e qualquer produto adquirido legalmente, desde a matéria-prima ao produto final.
“Na medida em que compramos, pagamos todo o tipo de impostos embutidos, mas quase nunca se percebe”, fala.
Segundo ele, uma peça de roupa pode ter mais do que 30% de seu valor em imposto, sobretudo o ICMS. Com os carros, predomínio é do IPI. Já sobre a gasolina incide o Cide, Pis/Cofins, além do ICMS.
Matioli frisa que a função dos impostos é trazer benefício social, tais como educação, segurança e saúde de qualidade para a toda a população, indiscriminadamente.
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