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Fernando Calmon
José Ursílio
Rosalina Tanuri

Charge

Tempo

07/02/2010 08:00:04

Dinheiro de todos

O volume de impostos pagos por todos os contribuintes da cidade juntos chega a R$ 41 milhões apenas neste ano. Um volume considerável que se iguala aos recursos arrecadados ao do orçamento da cidade, que este ano deve ultrapassar os R$ 500 milhões, ou seja, meio bilhão.

É muito dinheiro. E se for colocar na ponta do lápis, para pouca realização. Claro que a arrecadação é descentralizada, porém, daria para manter praticamente todos os serviços públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais prestados na cidade gratuitamente.

Ou seja, na prática, se todo imposto pago por cada habitante de Marília ficasse na cidade seria igual aos repasses de todo o mês ou ano.

E o que mais impressiona é a análise de economistas que confirmam que se paga e muito mal impostos no país. Segundo eles, o retorno para o cidadão vem sempre de forma indireta, o que impede uma satisfação plena do sistema de atendimento às necessidades básicas e garantidas por lei, como saúde, educação e segurança.

O erro não está na cidade, no Estado ou na União, mas no sistema tributário brasileiro e de repasses dos governos que usam o modelo esganado de arrecadar cada vez mais, se livrando - também cada vez mais - das responsabilidades por lei dada ao Estado. Basta-se observar as privatizações e concessões de serviços.

A necessidade de uma reforma no sistema tributário se faz urgente, não apenas no modelo de arrecadar, mas principalmente para aparar brechas que permitem desvios de recursos pagos pelo cidadão.


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