As escolas de samba de Marília estão em ritmo total com os preparativos para os desfiles de Carnaval, que acontecem nos dias 13 e 15. Confecção de fantasias, carros alegóricos e ensaios agitam os barracões. O Jornal Diário passou pelas escolas para conhecer um pouco da história das rainhas de bateria e porta bandeira que são praticamente o coração de cada agremiação.
A equipe do Jornal Diário tentou contato com a rainha e porta Bandeira da Escola Esporte Clube Corinthians do Sapo mas não localizou as passistas por isso não aparecem na reportagem.
Alexandra Pereira, 35, casada, mãe de dois filhos é a porta bandeira da Escola de Samba Unidos do Bonfim. Nos últimos dois meses passa os dias no barracão da escola trabalhando na confecção de fantasias. Na Unidos desde os 12 anos de idade, sempre morou na comunidade e tem orgulho de representá-la no ano que a escola completa 40 anos de fundação.
Para ela a função da porta bandeira é cortejar, durante toda a apresentação, através de gestos e posturas elegantes que demonstrem a reverência da sua escola, respeitando e protegendo o pavilhão. Cabe também a ela conduzir e apresentar o pavilhão, com gestos graciosos, reverência e sempre com sorriso no rosto. A fantasia de Alexandra Pereira veio da capital e terá as cores verde e rosa.
Pelo segundo ano consecutivo a estudante Mariana Camila Silva, 18, mãe de Maria Luiza, entra na avenida pela escola Unidos do Bonfim como rainha de bateria. Está na escola desde os 11 anos, passou por todas as alas.
Mariana Camila diz que na função conduz o coração da escola que é a bateria. Auxilia levando mais animação para os instrumentistas, puxando o samba, não deixando o ritmo cair, além de enfeitar o desfile com o samba no pé.
A rainha de bateria não é um quesito avaliado individualmente, mas encaixa-se em alegorias e adereços. São avaliadas suas fantasias, empenho durante o desfile, se realmente comanda a percussão e anima os integrantes.
Para uma boa performance Mariana faz caminhadas diárias e no dia do desfile, alimentação leve e balanceada e muita água, para arrasar na Sampaio Vidal.
De madrinha à rainha
Daniela Rodrigues, 33, mãe de sete filhos e grávida de poucos meses é a Rainha de bateria da Nova Marília-Grenom. Garante que foi eleita por ter muito samba no pé. No ano passado desfilou como madrinha da bateria da atual Campeã e esse ano subiu de posto.
Para ela a bateria é o coração da escola de samba, a menina dos olhos do Grenom e nada melhor do que ser bem cuidada e conduzida com sorriso e muito samba no pé.
A rainha disse que já desfilou em outras cidades mas que em Marília tem um gosto especial. Sempre morou na Zona Sul, é da comunidade e a escola tem lugar especial no seu coração. Mesmo grávida promete muito samba no pé em busca da vitória da Nova Marília.
Estreia
Ligia Harumi Gallego, 35, é casada e trabalha como DJ e Pedagoga. Estreante, vai sair pela primeira vez na avenida com a responsabilidade de levar o estandarte da Nova Marília. Recebeu o convite de seu amigo Geraldo, que é mestre sala.
Escolhida como porta-bandeira ela conta que sempre sonhou integrar a escola e nos últimos meses ensaia todos os dias para não fazer feio na avenida. Sabe que o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira leva com graça e leveza o estandarte, fazem passos marcados, rodopiam e têm gestos elegantes e desenvoltos. Graça e atitude altiva e nobre devem marcar sua performance ao lado do mestre-sala que baila com muita leveza e elegância.
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