Os preços baixos do café, comercializados por cerca de R$ 240 a saca de 60 kg, tem servido para travar a venda do produto na região de Garça. Cafeicultores contabilizam, com preço praticado, perdas de R$ 20 por saca e têm segurado o café para forçar uma alta no mercado.
É o que comenta o presidente da comissão liquidante da Garcafé, José Wilson Lopes. “A situação é grave para o cafeicultor, que precisa ao menos ganhar para cobrir os gastos que teve com o produto”, diz.
Segundo ele, centenas de produtores passam por essa situação, que chega a ser mais crítica em Garça, por falta de uma cooperativa que balize os preços de venda do produto.
Em Garça, cooperativa passa por processo de liquidação, reforça Lopes. “Temos trabalhado para reativar a Garcafé. Todos os processos estão em última instância, mas é preciso esperar a Justiça agora”.
Ele comenta que muitos atravessadores têm dito a produtores que não entreguem o café vendido ao Governo por meio de leilões, o que não deve ser levado em conta.
“O Governo é o único que vem pagando o preço do café. Apesar do que aconteceu, sabemos que não é o Governo que está deixando de pagar, e sim, o sistema que não se adequou para o pagamento”.
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