Não é preciso ter bola de cristal para ver que a possibilidade de uma epidemia de dengue pode realmente ocorrer este ano em Marília e cresce a cada dia que o plano de combate continua apenas remediador, sem ações agressivas contra a proliferação do mosquito.
Basta ver fotografia publicada pelo Diário na edição de ontem mostrando a piscina do desativado poliesportivo do Cavalari, que hoje está nas mãos da iniciativa privada, cheia de água da chuva e propícia para a criação de larvas da dengue.
A área pode ser privada, mas o problema é público e assim a prefeitura tem obrigação de agir para evitar um mal maior.
Também não se viu até agora, além de ações localizadas e tardias, um planejamento que abrangesse uma campanha de educação e orientação seja na mídia ou em qualquer bairro da cidade por parte da prefeitura.
Ou seja, na prática, o discurso oficial fica apenas na divulgação de novos casos e onde acontecerão bloqueios – quando preventivos englobando apenas ações de nebulização; ainda é fraca a ressonância contra criadouros.
O combate à dengue é uma responsabilidade de todos, mas que precisa ser puxada e estimulada pelo poder público, no caso a prefeitura. É preciso direcionar a sociedade na forma de agir.
E o poder público tem a responsabilidade – e o interesse maior de prevenir a epidemia – até porque é ele que vai absorver e gastar com os eventuais doentes.
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