Colunas

Fernando Calmon
José Ursílio
Rosalina Tanuri

Charge

27/12/2009 08:00:00

Mais de meio bilhão em caixa

Se o contribuinte tem muito com o que se preocupar em 2010 com tanta paulada de aumento de impostos, taxas e contribuições, o prefeito Mário Bulgareli pode ser o mais feliz no próximo ano quando a cidade vai explodir em orçamento e superar a casa de meio bilhão de reais nas gordas tetas da Prefeitura.

Pelo orçamento municipal do próximo ano, os números mostram que Marília é uma das cidades mais ricas do interior e que Mário Bulgareli (PDT) vai administrar mais de R$ 485 milhões do dinheiro público, isso pelos números subestimados que sempre são colocados no papel.

O projeto indica que a receita líquida da Prefeitura de Marília em 2010 beira os R$ 462 milhões, o que significa um crescimento aproximado de 11% em relação ao orçamento deste ano.

Em cifras são cerca de R$ 58 milhões a mais nos cofres da administração. A estimativa que apenas em tributos, impostos como IPTU, ISS e outros, a arrecadação ultrapasse os R$ 58 milhões.

Com as paulada indiscriminada no bolso do contribuinte no apagar das luzes e em sessão extraordinária esses números vão superar muito as previsões.

Secretaria Municipal da Saúde vai ficar com cerca de R$ 95 milhões do orçamento. Educação vem em segundo lugar com R$ 75 milhões e a Administração, que inclui a folha de pagamento, terá R$ 39 milhões.

O Daem continua sendo a autarquia mais rica da cidade e em 2010 terá mais de R$ 41 milhões de orçamento em caixa. Em segundo vem o Ipremm, com cerca de R$ 26 milhões, e a Emdurb aproximadamente R$ 7,3 mi.

A Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília), que administra o complexo Famema, tem orçamento previsto de R$ 86 milhões para 2010. É praticamente o dobro deste ano, quando os recursos estimados são de aproximadamente R$ 49 milhões.

Bulgareli tem uma caneta de dar inveja a qualquer cidadão rico. Ele pode remanejar como quiser, sem autorização da Câmara, mais de R$ 145 milhões, um cheque em branco de 30%.

Percentual é referente abertura de créditos adicionais suplementares e libera prefeito para gastar recursos como bem entender. A autorização está no artigo 5º, inciso terceiro do projeto de lei.

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