Aumento de 7% autorizado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em passagens rodoviárias deve resultar na queda de até 15% nas vendas de bilhetes para viagens interestaduais.
De acordo com Pablo Reis da Silva, da agência Gontijo, o aumento anual incomoda passageiros, que deixam de viajar por algumas semanas. “Quem viaja a passeio acaba desistindo, mas quem vai por necessidade, não tem como, acaba pagando”, diz.
Segundo Romildo Aparecido Teixeira, na Nacional Expresso a situação é a mesma. O agenciador comenta que trabalha há anos no ramo e sempre que há reajuste, a tendência é de passageiros com cautela na hora da compra durante duas ou três semanas.
Passageiros que costumam viajar para Goiânia, Itumbiara, Uberlândia, Salvador, Recife, Campo Grande e Belo Horizonte – destinos mais procurados – dizem que vão pensar duas vezes antes de comprar passagens.
Para a fonoaudióloga, Fernanda Garcia, 24, medida é injusta. Ela diz já ter visto vários aumentos, mas nunca uma decisão em benefício dos passageiros.
A médica Sonia Villar de Arruda, 62, também não concorda com aumento. Para ela, justificativa das empresas não é válida. Ela comprou bilhete para Brasília com antecedência e economizou quase R$ 10.
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