Estudantes da Unesp de Marília decidiram ficar em greve pelo menos enquanto os servidores do campus continuarem parados. As aulas para repor os 33 dias de paralisação estão programadas para começar no dia 20. Os professores encerraram o movimento anteontem, mesmo sem conseguir avanços nas negociações salariais.
Os servidores, no entanto, decidiram que vão prosseguir com a paralisação, para tentar negociar mais pontos da pauta específica, que inclui o aumento nos vales alimentação e transporte e plano de carreira, entre outras coisas.
Os estudantes afirmam também ter demandas próprias e acreditam que terão mais força nas negociações com a diretoria do campus e com a própria reitoria da Unesp se continuarem parados.
Entre as reivindicações dos alunos estão a democratização da representatividade na universidade (hoje dividida entre 70% de docentes, 15% de alunos e 15% de servidores) e políticas de permanência dos estudantes na instituição, com a concessão, entre outras coisas, de bolsa de estudos, moradia e alimentação gratuitas ou subsidiadas.
Hoje, às 15 horas, os alunos farão um ato no campus, com o intuito de exigir que a direção e a reitoria retomem o diálogo com eles e os servidores. Também hoje, às 14 horas, os funcionários farão uma nova assembleia para definir se continuam parados ou se voltam ao trabalho.
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