Quase 30% da população de São Paulo tem dor crônica, afirma um estudo no qual foram ouvidos 2.401 moradores com idade entre 18 e 91 anos. As entrevistas foram feitas por telefone, e foi considerada dor crônica aquela que dura mais de três meses e ocorre com um padrão de regularidade.
Segundo os autores, especialistas da USP (Universidade de São Paulo), é a maior pesquisa já feita sobre o tema na cidade e uma das mais abrangentes do país. O trabalho foi patrocinado pela empresa farmacêutica Janssen-Cilag e apresentado no Cindor (Congresso Interdisciplinar de Dor da USP).
“A dor aguda, em geral, tem causa bem determinada e passa com analgésicos ou sozinha. A dor crônica tem manejo mais complexo e gera muitas repercussões físicas, psíquicas e sociais", afirma Manoel Jacobsen, chefe do grupo de dor do Hospital das Clínicas da USP.
O índice obtido, de 28,7%, é semelhante ao de alguns países europeus e foi considerado alto pela enfermeira Karine Leão, também do grupo de dor do HC e uma das autoras do trabalho.
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