A utilização de células-tronco na Cirurgia da Mão vem ganhando cada vez mais espaço, por agilizar o procedimento de reabilitação do paciente que sofre traumas e acidentes na região dos membros superiores. O método, que teve início no Brasil através de estudos do especialista em Cirurgia da Mão e membro da ABCM (Associação Brasileira de Cirurgia da Mão), Jefferson Braga Silva, já é aplicado em várias universidades brasileiras e consiste em retirar células-tronco da medula óssea do paciente, especificamente da bacia. Elas são separadas por um processo em laboratório, e é destinada à pessoa que não foi operada com urgência e que perdeu um segmento do nervo, que se atrofiaria com o tempo.
O tratamento se aplicará à regeneração cutânea, óssea, nervosa e tendinosa.
Além da recuperação mais rápida e de melhor qualidade, outra vantagem desse processo é que não existe a possibilidade de rejeição, pois as células são retiradas do próprio paciente.
É importante ressaltar que o primeiro atendimento após o acidente com as mãos é de extrema importância, já que dele depende toda a evolução do caso. O socorro mal conduzido gera graves sequelas ao acidentado, podendo causar incapacidade funcional.
O tratamento foi um dos temas abordados no 29º Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão, que terminou ontem em São Paulo.
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