Os Estados Unidos deram armas e munição ao governo de transição da Somália, informou nesta quinta-feira Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado, em uma tentativa de fortalecer o frágil governo somali, ameaçado por extremistas islâmicos.
"Continuamos preocupados pela violência em Mogadício e os ataques contra o governo de transição. A pedido deles, o Departamento de Estado enviará armas e munição de forma urgente", disse o Kelly em entrevista coletiva. "Nosso propósito é apoiar os esforços do governo de transição para repelir o ataque das forças extremistas."
Segundo o porta-voz, elas "têm a intenção de destruir o processo de paz e arruinar os esforços para levar paz e estabilidade à Somália por meio da reconciliação política".
O funcionário entende que o procedimento tem o respaldo do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas --o órgão proibiu os envios de armas à Somália, com exceção daqueles aprovados pela ONU.
Kelly não especificou o valor da ajuda militar ou a data da entrega dos materiais, deixando estas respostas ao Pentágono. O único dado fornecido por ele foi que a capacitação para as forças policiais somalis foi canalizada através do Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos (INM, em inglês), do Departamento de Estado.
Os EUA pretendem impedir que os rebeldes islâmicos, que segundo os americanos têm vínculos com a rede terrorista Al Qaeda, derrubem o governo da Somália.
Segundo o jornal "The Washington Post", que cita uma fonte anônima do governo, um carregamento de armas dos EUA chegou este mês a Mogadício, capital da Somália.
"O governo de transição representa a melhor oportunidade de paz, estabilidade e reconciliação para a Somália nos últimos 18 anos", comentou Kelly.
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