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Fernando Calmon
José Ursílio
Rosalina Tanuri

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03/06/2009 08:00:12

Lixão será substituído por usina

Modelo de destinação aliado à coleta seletiva pode resultar em 50% de reciclagem

A prefeitura anunciou que o novo modelo de tratamento de lixo a ser utilizado na cidade será uma usina de compostagem, que pode aumentar para até 50% a reciclagem das 120 toneladas de dejetos produzidos diariamente.

No entanto, isso vai depender de um trabalho que leve a coleta seletiva a todos os bairros da cidade, o que não acontece hoje. Atualmente, menos de 1% do lixo produzido em Marília é reaproveitado. O restante vai para o lixão, misturado com o lixo orgânico e com outros dejetos.

Quem opera o aterro sanitário agora, por força de um contrato emergencial, é a empresa Constroeste, que está fazendo as adequações necessárias para o encerramento da área, a fim de que outra seja construída e passe a funcionar em seu lugar. O novo local é contíguo ao atual aterro, na vicinal de Avencas. Cerca de 90 mil metros quadrados de área já estão sendo desapropriados para a implantação da usina.

O município também vai tratar o lixo hospitalar produzido na cidade – cerca de 900 quilos por dia. Hoje, esses dejetos são recolhidos por uma empresa terceirizada, que cobra R$ 3,94 o quilo e leva os detritos para Mogi Mirim, onde eles são esterilizados em uma autoclave antes de ser destinados ao aterro sanitário.

A administração terá de comprar a sua própria autoclave – uma espécie de forno. Relatório de Análise Preliminar será solicitado à Cetesb, já que é necessário obter a licença para depois adquirir o aparelho.


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