Repasses chegam a R$ 6,8 milhões e registram queda de 9,3% em agosto

No comparativo com julho, o oitavo mês do ano teve queda ainda mais representativa, chegando a 18,1%

Os repasses de tributos estaduais ao município de Marília registraram queda de 9,3% no último mês em comparação ao mesmo período do ano passado. Em agosto os cofres públicos receberam do governo do estado R$ 6,8 milhões, ante R$ 7,5 milhões de 2011. No comparativo com o mês de julho, a queda é de 18,1%. No acumulado do ano a cidade recebeu R$ 75,3 milhões de tributos estaduais, resultado 10% maior que o registrado nos oito primeiros meses de 2011. Em todo o ano passado foram repassados ao cofres públicos R$ 96 milhões.

Segundo o economista Junior Guedes, o principal fator que contribuiu para queda no último mês foi o ICMS, que possui a maior parte do montante total de repasses. Guedes afirma que a queda do tributo em comparação ao ano passado e ao mês anterior em decorrência de dois fatores, sendo o primeiro a crise internacional, que está dificultando as vendas das indústrias brasileiras para o mercado externo, seguido pelo alto índice de inadimplência das famílias do Brasil, que faz com que tenha registro na queda do consumo do varejo.

“As exportações estão fracas, isso reflete no cálculo de ICMS, pois as indústrias são responsáveis por grande parte da arrecadação. Esse tributo tem influência de todo o país, que distribui aos municípios em decorrência de coeficiente de participação. Já na questão das inadimplências os principais fatores são os financiamentos de casa própria, além da redução do IPI para linha branca, veículos e material de construção que fez com que registrasse alta de vendas e muitas pessoas aumentassem as dívidas”, avalia Guedes.

O gerente Éder Batista Moreira, 29, relata a insatisfação com a aplicação dos recursos públicos. “Pagamos muitos impostos e valores elevados, mas não recebemos melhorias em troca. Em Marília os recursos estão sendo mal administrados. Temos potencial para crescer muito mais e tornar uma referência para as outras cidades”.

Estão inclusas na arrecadação estadual as seguintes fontes de receita: ICMS, compensação financeira sobre exploração de Gás, Energia Elétrica, Óleo Bruto e Xisto Betuminoso, IPI sobre exportações e IPVA.

No montante de agosto, o ICMS totalizou R$ 5,5 milhões, representando 80,8% do montante total de repasses. Já o IPVA, segunda maior receita do mês teve 17,6% de participação, acumulando R$ 1,2 milhão de repasses em agosto. No último mês o IPI totalizou 384 mil e a compensação financeira 51,2 mil.




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