Família do tráfico pode pegar até 29 anos de cadeia

Mãe e três filhos, um deles menor de idade, agiam no “Sitião”, nas proximidades da escola estadual Monsenhor Bicudo; ação foi deflagrada pela DISE em abril

A Justiça de Marília acatou a denúncia do Ministério Público e a família presa em abril irá responder criminalmente por promover o tráfico de drogas próximo à escola estadual Monsenhor Bicudo, no Polon, zona oeste da cidade. Investigações da Polícia Civil apontaram que mãe e seus três filhos, um deles menor de idade, tinham como maioria dos clientes exatamente os estudantes vizinhos à boca de fumo.

O processo corre pela 2ª Vara Criminal e a peça acusatória aguardava parecer desde o início de maio, porém a decisão, assinada pelo juiz José Henrique Ursulino, só foi proferida na terça-feira (11).

O magistrado, no entanto, aceitou a denúncia por completo. Com isso, Elaine Regina Belarmino, 42, e seus filhos, Maycon William, 23, Bruno Henrique, 19, respondem pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o crime e corrupção de menores e podem pegar quase 30 anos de prisão cada caso sejam condenado.

Esta foi a segunda decisão contrária a família. Antes, Ursulino já havia convertido em preventiva a prisão em flagrante dos réus. A medida visa manter os acusados na cadeia até que o caso seja julgado, salvo habeas corpus obtido em instâncias superiores.

O CASO

Uma ofensiva contra a família foi deflagrada pela DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) na noite de 10 de abril após vários pais de alunos da escola denunciarem o tráfico pelo local conhecido como “Sitião”, na rua Boa Esperança.

As buscas resultaram na apreensão de porções de cocaína e maconha, montante em dinheiro e balança digital, além da prisão da família e de outros dois adolescentes envolvidos no esquema.

Antes da ação, investigadores da delegacia especializada promoveram campanas quase que diárias e flagraram o intenso comércio de drogas pelo local. Do alto de um prédio próximo e sem que a suas presenças fossem percebidas, os policiais civis registraram toda a movimentação em fotos e vídeos. Em uma delas, um jovem negocia a troca de uma câmera fotográfica por porções de cocaína. Sem convencer o traficante, ele então paga em dinheiro por um pino da droga.

“O movimento era muito grande mesmo, a maior parte dele composta por jovens. Muitos alunos saíam da escola e iam direto para lá (Sitião) comprar drogas. Alguns outros compravam antes mesmo de entrar para a aula”, contou à imprensa o delegado Luís Marcelo Perpétuo Sampaio logo após o flagrante.




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