Economista acredita que queda na taxa básica de juros deve impulsionar consumo

Por outro lado, a orientação é para compra consciente e preferência para o pagamento à vista, evitando assim o endividamento

O governo federal anunciou na última quarta-feira (30) mais uma queda dos juros. A taxa passou de 9% para 8,5%, com o intuito de elevar o consumo e incentivar maior produção da indústria nacional. Esse é o patamar mais baixo da história.

A notícia foi bem aceita pelos consumidores que desde abril vem recebendo incentivos para comprar mais produtos genuinamente brasileiros, além de garantir aumento do superávit comercial do país. Estratégia que para o auxiliar de farmácia Cleiton Aparecido Benedito, 26, vai garantir que a maioria da população adquira os produtos almejados. “O comércio passa a vender a partir de agora, depois do movimento ameno no início do ano, quando nós percebemos que as pessoas não compram devido aos altos preços”, disse.

Segundo o economista Antônio Matioli, a repercussão dessa medida da economia brasileira deve dar resultados em médio e longo prazo, já que até então, os produtos estrangeiros é que estavam se destacando no mercado de consumo, desmotivando a indústria nacional. Mas apesar da manobra, a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2012 deve se manter em 3% como já previsto.

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“A medida é paliativa, o que não significa mudanças drásticas na economia, mesmo porque alterações rápidas poderiam produzir efeitos sem controle. Desta forma o aumento da demanda também deve aumentar o custo de produção e obrigar as empresas a investir mais, provocando novamente alta nos preços”, analisou.

A orientação que Matioli dá aos consumidores é optar pelas compras à vista e procurar consumir com ponderação e consciência para evitar o endividamento. “Apesar de o mercado financeiro estar equilibrado, poupar ainda é interessante”.

A compulsão pelo consumo somada aos juros mais baixos preocupa a estudante Ana Flávia Alberte, 25. “É ruim para mim, mas no geral acho que a população merece a redução dos juros para adquirir os itens desejados”.




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