Consumo em alta mantém preço de hortaliças estável

Condições climáticas desfavorecem desenvolvimento de verduras, o que derruba a qualidade e diminui a produção

A baixa oferta do produto no mercado devido às baixas temperaturas noturnas e elevação do clima durante o dia, somado ao alto consumo tem equilibrado o preço das verduras nos últimos dias. Isto ocorre em uma época que esse tipo de alimento já estaria com valores mais baixos.

O aposentado Vivaldo Franco Chaves, 71, não abre mão da salada tanto no almoço quanto no jantar, por isso, ao menos uma vez por semana ele vai até o supermercado comprar hortaliças. Produtos que para ele, independente da temperatura, são essenciais para sua alimentação.

“Não costumo pesquisar muito e acabo comprando as verduras que mais gosto de comer todos os dias. Mesmo que esteja mais caro, sabemos que é devido ao tempo, mas não deixo de adquirir”.

Já a fisioterapeuta Priscila Ferreira de Almeida Totti, 32, conta que as verduras mais consumidas por sua família no período de inverno são as que podem ser refogadas, dando preferência à couve, acelga e também o repolho. “O preço nem sempre é o maior vilão na hora de escolher o produto, mas sim a qualidade. O frio dificulta o desenvolvimento. A beleza de uma folha de couve produzida no verão é muito mais bonita que a produzida no inverno”.

A condição que por um lado tem dado mais trabalho ao produtor, também tem mantido a venda dos produtos. Segundo a produtora de hortaliças Maria Lúcia Dinato Clemente, 58, o tempo ruim não tem favorecido a qualidade dos pés de alface, couve e brócolis da horta.

Porém, os preços de cada um se mantêm como no verão, como o maço de couve é vendido por R$ 3, já o maço de alface se mantém a R$ 2,50 e o brócolis que tem sofrido com o frio da madrugada e o sol quente do meio dia pode ser encontrado por R$ 3 o maço. A qualidade dos produtos não é o único motivo para a menor oferta, a estação com condições bastante incomuns, com muita chuva e temperatura oscilante no decorrer do dia também significa menos hortaliças disponíveis.

“Se por um lado a chuva da madrugada e da noite beneficia, o sol quente do dia esquenta demais a terra molhada e cozinha as raízes das plantas, chegando a desidratar e até matar o produto”, explicou Maria Lúcia.

A produtora comentou que a tendência é o preço cair cada vez mais, e a medida em que a temperatura vai baixando, o consumo cai e as hortaliças ficam desvalorizadas. “É a lei da oferta e da procura. Até agora a produção está ruim, porém com uma demanda muito grande”.




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