Contra o Vélez, Neymar enfrenta 1º time argentino da vida

Atacante afirmou que derrota na Copa América não foi decepção e sim uma grande aprendizagem

Para Neymar, a Argentina é duas coisas: mistério e fracasso. Mistério porque nunca enfrentou um clube do país; o Vélez Sarsfield, de Buenos Aires, será o primeiro.

E fracasso porque foi lá que Neymar viveu o que é bem raro em sua curta carreira vitoriosa: a derrota e a frustração.

No ano passado, viajou ao território vizinho para vestir a camisa da seleção brasileira pela primeira vez em competição, mas frustrou-se a si e à torcida após uma Copa América jogada sem brilho.

Nas quartas de final da Libertadores hoje, às 22h, quando o Santos pega o Vélez, Neymar terá outra chance de exibir futebol aos vizinhos e rivais. “Não foi uma decepção”, afirmou sobre o fracasso na Copa América, quando ele foi um atacante comum, e o Brasil caiu ainda nas quartas.

“Claro que eu fiquei muito triste, muito chateado, mas foi um aprendizado grande”, continuou antes de embarcar a Buenos Aires. “Fiquei feliz por ter aprendido muito coisa. Estou voltando à Argentina e espero poder fazer um belo jogo e trazer a vitória.”

Na partida final, contra o Paraguai, Neymar foi tão comum que chegou a ser substituído na etapa final, o que é raro. Do banco, viu os colegas perderem a vaga às semifinais ao desperdiçarem quatro cobranças de pênaltis.

Depois daquele dia, o atacante voltou à Argentina para um amistoso pelo Brasil contra a seleção local. O jogo em Córdoba acabou com empate sem gols e sem graça. “Não sei o que esperar porque nunca joguei contra time de lá”, declarou Neymar.

A novidade entre os relacionados ao jogo é o versátil Gérson Magrão, que pode jogar no meio ou na lateral.

Santista não é unanimidade na Argentina como Messi, no Brasil

Neymar está longe de ser para a Argentina o que o argentino Lionel Messi é para o Brasil. Se o meia é visto, mesmo entre brasileiros, como sinônimo de bom futebol, o santista não tem status igual entre os vizinhos e rivais.

Para Ezequiel Fernández Moores, que assina coluna no diário “La Nación”, os argentinos ainda têm a imagem do “primeiro Neymar”, que seria mais “eatrero” (pipoqueiro). “Isso de cair muito, dar uma de malandro, não pega bem por aqui. Sei que ele mudou muito no último ano, mas essa mudança ainda não foi sentida na Argentina.”

Na semana em que o Santos de Neymar está na cidade para a partida de hoje, a mídia esportiva esteve com os olhos voltados para Kun Agüero, que deu o título inglês para o Manchester City no último final de semana.

Os argentinos seguem de perto suas estrelas internacionais, como Messi, Tevez, Agüero e Mascherano. E admiram os astros do Espanhol. Com isso, não sobra espaço para o ídolo do Santos.

Para Ricardo Gotta, editor de esportes do jornal “Tiempo Argentino”, Neymar não emplaca por causa da rivalidade entre os dois países.

“Não é comum uma estrela brasileira ser ídolo aqui. Além disso, o Santos, apesar da mística do passado, não tem tanto apelo entre os argentinos como os times do Rio, como o Flamengo e o Fluminense”, afirma.

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1 Comentário(s)

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  1. Hernan Martinez comentário:
    Bom dia. Eu sou Hernan de Argentina. Aca a maioria pensamos de Neymar que nao tem aguante, courage (como si tenha por exemplo Romario) tem uma grande qualidade de jogo bonito, pero nao tem valentia fora de casa. Abraços irmaos Marilenses !!