Emprego instável

O mercado de trabalho está em permanente efervescência, com pessoas sendo empregadas ou desempregadas ou mesmo entrando ou saindo da força de trabalho a todo instante. Empregos estão sendo criados ou destruídos e empresas nascem ou morrem constantemente. É o que mostra o levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego que aponta a tímida criação de 200 postos de emprego no primeiro bimestre.

No mundo contemporâneo, por efeito de mudanças tecnológicas e do processo de globalização, os tipos de emprego estão sempre se alterando, não apenas em termos de qualificação requerida e salários ofertados, mas também em termos de setores da atividade econômica. Isto leva a crer que além das políticas públicas para criação de emprego também é necessária capacitação profissional.

A questão do emprego é estudada, geralmente, por meio de caracterizações agregadas dos estoques de pessoas ao longo do tempo. Estas análises geram informações mensais e anuais sobre a taxa de desemprego e sobre o número e a variação para mais ou menos de pessoas ocupadas, na economia ou em determinados setores. Essas medidas de estoque, embora importantes para o acompanhamento da conjuntura econômica, não capturam importantes heterogeneidades do comportamento das empresas de um mesmo setor em suas decisões de empregar as pessoas. Para tal, é preciso observar como cada empresa altera a sua força de trabalho no correr do tempo e, assim, entender os determinantes da dinâmica do emprego agregado.

Enfim mostra-se necessária na conjuntura atual a adoção de medidas governamentais efetivas urgentes que saiam do papel para que o quadro seja modificado e que a criação de emprego acompanhe a economia.




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