Corinthians do Sapo é campeã; Carnaval não agrada população
A população mariliense não aprovou os desfiles de Carnaval ocorridos no sábado (18) e segunda-feira (20). A vencedora de 2012 foi a escola Corinthians do Sapo.
As escolas de samba se apresentaram pelo segundo ano consecutivo sem contar com o repasse de verba da prefeitura.
Segundos dados da secretaria municipal de Cultura o público que esteve na avenida Sampaio Vidal nos dois dias chegou a 8 mil. Já a Polícia Militar aponta que quatro mil pessoas assistiram aos desfiles. Porém quem compareceu ao local conseguiu perceber que apenas duas mil prestigiaram o evento.
O motorista José Donizete de Campos, 54, esteve na avenida para assistir aos desfiles com a filha Isabela, 4. Campos avalia como fraco o desempenho tanto das alegorias como o volume de público que esteve na avenida.
Após três anos sem levar o título na apuração realizada na tarde de ontem (22) no auditório da Biblioteca Municipal, a Corinthians do Sapo foi consagrada a campeã. Com 80,5 pontos contra 80 pontos do Nova Marília, a escola conquistou seu 19ª título.
Com enredo “Marília Amor a Primeira Vista”, a Corinthians do Sapo teve entre os destaques a bateria que levou nota 10.
Segundo o presidente, Nelson Andrade a participação nos desfiles ocorreu com muito sacrifício por conta da falta de verba. “Eu devo o título à comunidade. Agora é só comemorar e torcer para que no próximo ano tenhamos um carnaval com mais investimento”.
Para a torcedora e integrante da escola, Fátima Silva, 53, que também trabalhou na confecção das fantasias da escola a emoção do título é uma sensação inexplicável e resultado de muito trabalho.
Presidente crítica falta de estrutura para desfile
Em entrevista exclusiva a rádio 950 AM, na noite do último sábado (18), primeiro dia de desfile, o carnavalesco e presidente da escola de samba Nova Marília, Gilson Felício criticou a atual administração municipal que não repassou verba para as agremiações.
Em trechos da entrevista Felício sugere que muitas pessoas desviaram dinheiro público que seria destinado para realização do Carnaval de rua. Fator que para ele contribuiu para precária estrutura disponibilizada nos dois dias de desfiles. “Teve gente que roubou dinheiro do Carnaval. Tentaram acabar com a festa e não entraram na avenida”, desabafa Felício.
O Carnavalesco afirmou que as escolas de samba foram lesadas com falta de verba. “Se não tiver incentivo, apoio e participação principalmente do poder público não temos como ter sucesso. Foi uma decepção”.
Entre as críticas o presidente afirma que a escola perdeu muitos componentes, pois a estrutura fornecida não oferecia total segurança aos integrantes. “Quem vai querer desfilar num clima desses. Temos crianças e pessoas de idade e no local havia algumas pessoas que jogavam objetos nos integrantes”, conta.
Durante a apuração o presidente voltou a criticar a prefeitura e afirmou que a falta de verba prejudicou a escola de levar mais um título para casa. “Temos um número de cidades no estado de São Paulo, praticamente todas fornecem verba ao Carnaval, somente em Marília é essa vergonha. Espero que o carnaval não acabe e que os próximos governantes voltem a investir na festa popular mais tradicional do país”.
Mesmo embaixo de chuva Carnavínia atrai 3 mil pessoas
O temporal que caiu em Marília por volta das 20h30, do último domingo (19), não atrapalhou em nada a animação dos foliões na 10ª edição do Carnavínia. A festa que atraiu cerca de três mil pessoas mesmo debaixo de chuva foi realizada no Jardim Lavínia.
O presidente e organizador da festa, Rogério Neves lamentou o tempo desfavorável, mas comemorou a fidelidade do público do bairro e adjacências. “A chuva caiu bem no auge da festa, mas não foi capaz de afastar os foliões. Ficamos meia hora com a festa parada, mas atingimos o número de participantes que esperávamos”, disse.
As tradicionais músicas de carnaval embalaram a noite da estudante Bianca Scarnavaca Rodrigues, 15, que saiu de Padre Nóbrega para passar o feriado na casa de uma tia com a amiga Thayná Paura, 16.
“Todo carnaval venho para a casa da tia para curtir a festa. Esse é o terceiro ano que venho com minha amiga. Tomamos chuva, mas não desanimamos”, disse Bianca.






