Fabrício Carpinejar estreia na Gazeta

Escritor vai em busca de audiência e se acha capaz de conquistar fãs

O escritor Fabrício Carpinejar explica: “Não sou um apresentador, sou um vírus. Um vírus dentro do computador.” Ele dá risada do próprio enigma ao explicar como será sua estreia na TV, programada para março na TV Gazeta, em “A Máquina”.

Desde dezembro, o autor gaúcho tem ido de Porto Alegre a São Paulo para se reunir com a equipe de produção e gravar os primeiros pilotos do programa. Carpinejar fechou contrato de seis meses para comandar a atração, em que fará entrevistas e vai interagir com uma máquina cenográfica, a tal que dá nome ao programa. “Tem até uma alavanca”, ele explica. E conta que a inspiração vem de “Tempos Modernos” (1936), protagonizado por Charles Chaplin.

O programa irá ao ar nas noites de terça, após o clássico cult “Todo Seu”, apresentado pelo “príncipe” da jovem guarda, Ronnie Von. “Sou fã dele, mas ainda não o encontrei para pedir umas dicas”, diz Carpinejar. Ele ainda faz segredo sobre seu primeiro convidado e conta que a estreia será gravada com um dia de antecedência.

Antes entrevistado

O escritor explica que o convite para o projeto na TV partiu da própria emissora. Ele acredita ter sido cotado por sua “postura forte nas redes sociais” (é uma espécie de rei dos aforismos no Twitter, onde 140 mil pessoas o seguem), mas as performances como entrevistado do “Programa do Jô” (Globo) “também fizeram diferença”. “Não tenho vergonha do fútil, não preciso parecer importante e não estou preocupado com a concorrência”, ele esclarece.

A literatura e a internet não ficam de lado enquanto estiver na TV, garante Carpinejar. O autor trabalha atualmente no livro de poemas “Inimigos Imaginários” e no de crônicas “Ai, Meu Deus, Ai, Meu Jesus”, ambos ainda sem previsão de lançamento. “Na hora em que os livros não me aguentarem mais, eu os publico.”




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