Dividida, semana do júri aprecia tentativas de homicídio e chacina
Dividida por um sábado e domingo, a semana do júri vai apreciar, entre os dias 23 e 28 próximos, duas tentativas de homicídio e a participação de dois homens apontados pela polícia como participantes da única chacina registrada até hoje na cidade, na boate Kubanacan, ocorrida em janeiro de 2005.
Os quatro julgamentos previstos estão marcados para começar às 9h e são abertos ao público. Eles serão comandados pelo juiz José Roberto Nogueira Nascimento, da 1ª Vara Criminal. O promotor Gilson César Augusto da Silva vai representar o Ministério Público nas sessões. Como todos os réus estão presos, será montado esquema especial de escolta armada.
DIA 23
O ajudante geral Antônio Marcos Ferreira Lima, 29, mais conhecido como Neguinho, será o primeiro a sentar-se no banco dos réus. Ele é acusado de tentar matar Rodrigo Gomes de Souza, em dezembro de 2009.
Segundo a denúncia do Ministério Público, após uma briga generalizada na casa da vítima, localizada na rua Laudelino Gonçalves de Andrade, no Tóffoli, zona sul da cidade, Antônio Marcos se armou com revólver e efetuou três tiros contra Rodrigo. Ele foi atingido na barriga e no peito, próximo ao coração.
Em seguida, o indiciado ainda invadiu o imóvel com a intenção de matar os familiares da vítima, no entanto, foi contido por populares. Rodrigo foi socorrido e passou por cirurgia para retirada dos projéteis e sobreviveu. Já o réu está preso na Penitenciária de Marília. Ele será defendido pelo advogado Rômulo Ronan Ramos Moreira.
DIA 24
No dia seguinte, será a vez do desempregado Marco Antônio Ferreira Nunes, 22, mais conhecido como Guguinha, ser julgado pelo Tribunal do Júri. O jovem responde pela tentativa de homicídio de Félix Valter de Lima Figueiredo, em crime ocorrido em fevereiro de 2008.
A peça acusatória aponta que, na madrugada do dia 13 daquele mês e ano, Guguinha, com outros dois comparsas - sendo uma mulher -, foi até a casa da vítima, na rua Antônio Rossi, no Fernando Mauro, zona norte.
Chegando ao local, a mulher chamou Félix, que saiu para atendê-la. Rapidamente, Guguinha e comparsa surgiram armados com revólveres. O desempregado então entrou na casa vizinha, de Edvan, irmão de Félix, alegando que ele teria mantido relações sexuais com a mulher de “um irmão do PCC (Primeiro Comando da Capital) e que iria morrer por isso”.
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Após revistar a casa e não encontrar Edvan, Guguinha colocou a arma no rosto de Félix e disparou. A vítima rapidamente conseguiu desviar a cabeça e a bala atingiu de raspão seu queixo. Félix correu e Guguinha atirou mais uma vez, atingindo a parte de trás de sua perna.
Guguinha, que tem passagens na polícia por roubo, está preso na Penitenciária de Marília. Ele será defendido pelo advogado Luiz Carlos Clemente.
DIAS 27 E 28
Na segunda-feira da semana que vem o mecânico Giovanni dos Santos Caetano, 31, será julgado pela participação direta em três dos cinco assassinatos atribuídos à chacina conhecido como ‘Caso Kubanacan’.
Suas vítimas foram o casal de namorados Alexandre Paulino de Souza, 24, e Bárbara Luiza Reis de Siqueira, 22, e o traficante Antônio Carlos de Oliveira, de 27 anos, o Chico Tatuagem. Pelos mesmos homicídios, o desempregado Reumar Aurélio da Silva, 30, também será julgado no dia seguinte.
Preso na Penitenciária de Mirandópolis, Giovanni será defendido pelos advogados Juliana Barretom de Amorim e Eduardo Barretom de Amorim. Já a defesa de Reumar, encarcerado na Penitenciária de Itapecerica da Serra, estará nas mãos do advogado Ewerton Pereira Quini.
Ao todo, 12 pessoas foram indiciadas na chacina, que foi motivada pela disputa do tráfico de drogas entre facções criminosas, no entanto, as provas contra sete réus foram consideradas insuficientes para levá-los ao Tribunal do Júri.
Até agora, Paolo Graziane Rodrigues Verga, 25, pegou 52 anos de prisão pela participação nos cinco homicídios. O agropecuarista Rodrigo Fernando Silva, 31, foi condenado a 43 anos de cadeia pelas mesmas três mortes que Giovanni e Reumar serão julgados. Já José Mário Ferreira, 39, foi absolvido por negativa de autoria.






