Com 15 ambulâncias paradas pacientes aguardam até 6 horas por atendimento
Enquanto o pátio do setor de ambulâncias da prefeitura acumula em local reservado cerca de 15 veículos parados, pacientes e seus acompanhantes amargam horas de espera nos hospitais da cidade. Essa é a realidade vivida pela dona de casa, Vilma Maria da Costa, 54, que cuida do sogro João Hissa, 86, que não anda e nem pode ser transportado sentado.
Vilma conta que toda semana leva o sogro ao médico para tratamento, além de realizar visitas periódicas ao HC (Hospital das Clínicas) para amenizar uma infecção na uretra. “Toda vez que terminávamos a consulta esperávamos por uma ambulância cerca de seis horas para voltar para casa, o que aumentava o desgaste para ele”.
Há cerca de um mês, a dona de casa, cansada de ver o sogro sofrer em uma maca esperando, resolveu vender seu carro e pediu para a família ajudar na compra de um veículo maior para transportar o idoso. “É um carro antigo, mas quando terminamos a consulta que naturalmente já demora, podemos levá-lo para casa imediatamente”, disse Vilma.
A dona de casa, Rosa Maria Rocha Dias, 37, sofre com o mesmo problema há duas semanas, desde que se queimou com o estouro de uma panela de pressão. O transporte de Rosa também demora seis horas para chegar. “Todos os dias tenho que ir ao HC para fazer os curativos e a ambulância demora tanto para me buscar quanto para levar de volta para casa. É um transtorno”.
Segundo a secretaria de Saúde que se manifestou por meio da assessoria de imprensa, os veículos que estão no pátio passam por manutenção preventiva programada e servem para sistema de revezamento. Sobre o motivo pelo qual todas essas ambulâncias não estão na rua para servir a população, a secretaria alega que a demanda por uso de transporte de pacientes do sistema de saúde é crescente, mas a frota de ambulâncias de Marília é considerada confortável se comparada a municípios de mesmo porte ou maior.
Atualmente, o Samu de Marília conta com 13 viaturas, das quais apenas sete estão rodando.






