Ciclista morre atropelado na rodovia BR-153 e moradores cobram passarela
A morte por atropelamento do servente de pedreiro Alisson Henrique Romeiro, 19, no trecho urbano da BR-153 (Rodovia Transbrasiliana) no início da noite de quinta-feira (9), trouxe a tona uma antiga reivindicação dos moradores que convivem com o grande fluxo de veículos que utilizam a estrada federal: a necessidade da instalação de passarelas no trecho urbano da rodovia.
Na fatalidade, Alisson estava em bicicleta e tentava atravessar a via sentido Vila Hípica – Jardim Marajó e calculou errado a distância de ônibus que fazia a linha Marília – Ocauçu. O impacto foi violento e matou o jovem na hora. Osmair Antônio Jacomini, motorista do coletivo que transportava 45 passageiros, afirmou não ter tido tempo de desviar. Revoltadas, várias testemunhas do acidente ainda depredaram o veículo.
“A construção de passarela e também de rotatórias no trecho são extremamente necessárias, caso contrário mais pessoas irão morrer. Já realizamos vários protestos, inclusive fechando a rodovia. Também protocolei diversos pedidos na prefeitura, mas nada foi feito. O trecho coloca em risco a vida de pedestres e motoristas, principalmente a noite devido à falta de iluminação”, afirma a presidente da Associação de Moradores dos bairros Marajó, Alimentação, Esplanada e adjacências, Doraci Benega.
Na tarde de ontem, a reportagem do Jornal Diário ficou menos de cinco minutos no local onde aconteceu o atropelamento e, mesmo em pouco tempo, flagrou várias travessias perigosas.
“Moro no Jardim Marajó há muitos anos e desde sempre pedimos a construção de uma passarela ou até mesmo uma passagem subterrânea. Atravessar durante o dia já é bastante perigoso. À noite é praticamente suicídio. Já perdi um amigo atropelado e eu mesmo quase fui vítima. É preciso fazer alguma coisa urgentemente”, afirma o autônomo José Carlos Thomé, 48.
Wagner Aith
PRF espera medidas para evitar mais fatalidades
O inspetor-chefe da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Valmir Cordeli, vê a instalação de pelo menos uma passarela no trecho urbano da BR-153 como necessária, mas acredita que apenas esta medida não vai evitar outras fatalidades.
“A passarela seria importante, mas ela por si só não irá evitar outras mortes como esta, porque muitos pedestres vão continuar cruzando a rodovia. Acredito que a instalação de muretas dividindo as pistas e colocação de grandes alambrados também sejam necessárias”, afirma Cordeli. Ainda segundo o inspetor-chefe, outra iniciativa seria a realização de trabalhos de conscientização com os moradores da região, como palestras. Cordeli também afirmou que o índice de atropelamentos no trecho é baixo. (W.A.)
Prefeitura e MPF aguardam parecer
Pressionada pelo MPF (Ministério Público Federal) a prefeitura entregou, em dezembro passado, projeto de adequação do trecho a Antt (Agência Nacional do Transporte Terrestre). Entre outros pontos, o projeto prevê o alargamento da via e implantação de canteiro central, quatro rotatórias e aberturas de alguns trechos das vias para melhorar o fluxo de veículos. Em relação aos locais de travessias - tanto de pedestres como de automóveis -, será implantado lombo-faixas e lombadas eletrônicas.
A agência governamental tinha até quinta-feira (9) para dar seu parecer sobre as modificações, no entanto ainda não se manifestou. O procurador da República, Jefferson Aparecido Dias, enviou ontem ofício cobrando respostas do órgão. (W. A.)






