Acusado de tentar matar assessor, Coxinha tem audiência

Sessão será no dia 29 de março, a partir das 14h, no Fórum de Marília

A Justiça de Marília agendou para o dia 29 de março, às 14h, audiência do processo de tentativa de homicídio contra o assessor parlamentar Carlos Umberto Garrossino e que tem como réu o servidor municipal Alessandro Pereira dos Santos, 40, conhecido vulgarmente como Coxinha.

Sessão foi marcada pelo juiz Décio Divanir Mazeto, da 3ª Vara Criminal, e publicada na edição de ontem (8) do Diário Oficial do Estado de São Paulo. Além de Garrossino e Coxinha, também foram intimados a comparecer o outro réu, Joede Batista de Oliveira, 24, o Ministério Público, advogados e testemunhas arroladas pelas partes.

Coxinha é defendido pelo advogado Gustavo Adolfo Coraini, preso no último dia 27 após ser flagrado por policiais militares nas proximidades da favela do Toffolli, zona sul, em seu carro de luxo e portando um revólver calibre 38. Na casa dele ainda foram achadas munições calibre 38 e 357.

Indiciado por homicídio tentado, Coxinha pode pegar até 12 anos de prisão em regime fechado caso seja condenado. Em mandados de prisão e soltura, Coxinha passou mais de seis meses na cadeia nos últimos dois anos.

ENTENDA

Segundo a denúncia, no dia 30 de novembro de 2010, Garrossino deixava o Fórum de Marília quando, no estacionamento, foi atacado. O assessor parlamentar foi golpeado com pauladas nas costas. Após o crime, o agressor fugiu em moto tendo como companhia Coxinha, que já o aguardava nas proximidades.

Em novembro do ano passado, já em fase processual bastante adiantada, o Ministério Público alterou a denúncia após Joede se entregar espontaneamente à polícia e confessar o ataque contra Garrossino. Na versão apresentada por ele, Coxinha o contratou por R$ 200 para matar o assessor.

REINCIDÊNCIA

Coxinha era o principal suspeito de um ataque contra o mesmo Garrossino em pleno centro da cidade em setembro de 2009. Na ocasião, o assessor foi agredido com um soco no rosto. Apesar da vítima reconhecer o seu agressor, a Justiça arquivou o processo alegando falta de provas para indiciar o servidor municipal.

Em meados de 2010, Coxinha foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto pela tentativa de incêndio contra o veículo do engenheiro José Cardoso Lima, ocorrido um ano antes. A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários.

O servidor municipal ainda responde processo por ameaças feitas contra o deputado estadual Vinícius Camarinha. Neste caso, ele foi indiciado também por falsa identidade.




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