Alta caseira
O consumidor que viaja pelas cidades da região tem notado que o preço do combustível está bem abaixo dos valores praticados em Marília.
A diferença chega a 11,15% se comparado ao valor da gasolina que em Bauru é vendida até por R$ 2,42 e o etanol R$ 1,69.
A situação tem feito muitos motoristas emigrarem para cidades próximas como Pompéia em que o combustível pode ser encontrado R$ 0,40 mais barato.
Para o Sincopetro é questão de marketing destes estabelecimentos como forma de ganhar mercado. Sendo está a intenção ou não, os valores mais baixos praticados em outras cidades são mais justos com os consumidores que gastam grande parte do orçamento para abastecer o veículo tanto para trabalho como para lazer.
Para a população resta a possibilidade da pesquisa para encontrar alguns postos em que ainda há variação de preços para baixo.
Em meio a tudo isto complicam-se todos os dias os problemas do governo relacionados aos preços dos derivados de petróleo, especialmente aos da gasolina. O rápido crescimento da frota de automóveis no País tem aumentado muito a demanda do combustível em uma fase de recuo da produção de etanol.
A isso, é preciso acrescentar os efeitos da inflação sobre os custos de produção, refino e distribuição de petróleo, bem como a elevação da cotação do dólar diante do real, que diminuiu recentemente, mas é apreciável em relação aos níveis de meados do ano passado.
A questão dos preços dos derivados de petróleo tornou-se um tabu dentro do governo, que sempre teme os efeitos de uma alta dos derivados sobre os níveis de preços em geral, em uma fase delicada de combate à inflação.
E é claro que quem paga a conta são os consumidores, prejudicados pelos altos preços.






