Levantamento revela situação preocupante da dengue na cidade

Maior índice de 4,1 foi registrado na zona sul

O resultado da ADL (Avaliação de Densidade Larvária) realizada pela divisão de Zoonoses durante o mês de janeiro em 4.708 residências marilienses apontou média de índice larvário de 1,8, enquanto o ideal estipulado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) seria inferior a 1.

Segundo Lupércio Garrido Neto, coordenador da divisão de zoonoses, os números chamam atenção e exigem cuidado, especialmente por tratar-se de um período de volta das férias. “Muitas pessoas passaram as férias em outras cidades e vários municípios brasileiros já apresentam transmissão, podendo trazer a doença para Marília”.

O levantamento registra que apenas três das 11 áreas do município possuem índices larvários menores que 1.

Na zona sul na área de abrangência das unidades Planalto, Vila Real, Tóffoli, Parque dos Ipês e Santa Augusta foi registrado maior índice de 4,1.

Foram analisadas ainda na zona sul as regiões das unidades de Saúde Nova Marília, Jóquei Clube, CDHU, Santa Paula, Jardim Marajó, Vila Hípica, e Três Lagos.

Na zona norte foi analisada a região das unidades Castelo Branco, Vila Nova, São Judas, Vila Barros e Palmital. Além da área que abrange a unidade São Miguel, Bandeirantes e Jardim América revelou o menor índice em 0,4.

A situação foi encontrada também na zona oeste, especialmente próxima às unidades Chico Mendes, Jardim Marília, Jardim Flamingo e Cavalari, com índice de 3,7.

“Os trabalhos das equipes de Saúde já foram intensificados por toda a cidade, e um olhar mais cuidadoso será necessário para as regiões com maior infestação do mosquito. Já existe mobilização de todos para a orientação e busca de pessoas com sintomas”, destaca Garrido.

A cidade ainda não registrou nenhum caso de dengue em 2012. No ano passado, foram 76 ocorrências da doença, sendo 65 autóctones, oito importados e três em trânsito.

.




Compartilhe



0 Comentário(s)

    Escreva o seu comentário