Reclamações ao Procon crescem 58% em janeiro

Em relação a dezembro de 2011 foi registrado aumento de 28%

As queixas registradas no Procon no primeiro mês de 2012 chegaram a 2.738, número 58% maior que o apresentado pelo órgão no relatório de janeiro de 2011 quando foram computadas 1.734 reclamações. Na comparação com dezembro do ano passado quando foram registradas 2.137 queixas o aumento é de 28%.

Segundo o supervisor de atendimento do Procon, Guilherme Moraes, os campeões de reclamações por áreas em janeiro foram os produtos com 746 notificações, os assuntos financeiros com 668 e em seguida estão os serviços essenciais com 537 queixas. Já os setores que estão no topo da lista com mais reclamações são a telefonia celular com 135, as financeiras com 128 e as operadoras de cartão de crédito com 114 notificações.

De acordo com o levantamento do órgão de proteção ao consumidor desde o início de 2011 o aumento mensal de atendimento tem aumentado consideravelmente. E segundo Moraes a cada mês a variação se apresenta maior ou igual a 50% o que pode ser explicado pelo crescente interesse pela busca dos direitos. “As pessoas estão indo em busca do que está no Código de Defesa do Consumidor e não aceitam mais caladas a conduta de desrespeito de algumas empresas”, relata o supervisor.

Como no caso do frentista Fabiano dos Santos Correia, 32, que depois de ter reclamado de uma propaganda enganosa e cobrança abusiva por parte de uma operadora de telefonia móvel, voltou ao Procon para contestar a decisão da empresa. “Sei que fui ludibriado, me ofereceram um montante de minutos para falar com outra operadora, mas não era bloqueado. Eles (empresa) têm que me ressarcir”, disse.

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Consumidor se revolta com loja

O contador Alexandre Oliveira, 28, comprou uma cama na última sexta-feira (3) e a loja se comprometeu a entregar no dia seguinte, mas o consumidor perdeu o sábado inteiro a espera da mercadoria que não chegou conforme o combinado. “Eles não tiveram nem mesmo o cuidado de me dar uma posição de quando seria entregue o móvel”.

A cama deve compor a mobília de sua nova casa para onde irá se mudar com a noiva no próximo sábado após o casamento. Sem saber o que fazer, Oliveira procurou a loja para obter um novo prazo e tentar mudar o endereço para entrega do móvel. Após mudar o endereço, o gerente do estabelecimento disse que o prazo de entrega seria estendido por mais alguns dois dias.

“O novo endereço fica a dois quarteirões do anterior e mesmo assim o prazo se esgotou hoje (ontem) e até agora nada da cama. Estou vendo que eu e minha esposa teremos que dormir no chão no nosso primeiro dia de casados”, disse Oliveira.

A solução encontrada pelo contador foi procurar o Procon para resolver o problema com a loja.




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1 Comentário(s)

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  1. Condutta comentário:
    Isso ai Tubão reclame vossos direitos