Cidadania empreendedora
Os números de 2011 mostram que cada vez mais pessoas estão interessadas em sair da informalidade e abrir o próprio negócio. No ano passado a cidade atingiu 2.358 MEI’s (Micro Empreendedores Individuais), 81% a mais que em 2010 quando havia 1.300 empresários no programa.
Entre as facilidades do MEI estão a contribuição previdenciária para garantir a aposentadoria, facilidade de acesso a linhas de crédito com taxas reduzidas, além da possibilidade de contratação das empresas que exigem nota fiscal.
O regime tributário foi criado no ano passado para estimular trabalhadores informais a regularizar sua situação. Mas como convencer pipoqueiros, feirantes e engraxates, por exemplo, a sair da informalidade?
Hoje sabe-se que a cidade tem adesão de 11,3% do potencial de empresário para integrar o programa. No total 20.820 pessoas possuem capacidade de tornar-se MEI.
Mesmo com tantos benefícios, por que razão tais profissionais optariam por colocar mais burocracia em suas vidas, tendo que, entre outras coisas, fazer um relatório mensal de faturamento e a declaração anual do imposto de renda? São respostas que deveriam ser melhores divulgadas para que os empresários que têm potencial assumam este risco.
A partir do momento em que o trabalhador passa a ter CNPJ e a possibilidade de emitir nota fiscal, ele aumenta consideravelmente a gama de possíveis clientes, podendo, inclusive, vender produtos e serviços para o poder público e para entidades.
Atrelado a tudo isto existe a oferta de crédito. Quem é informal tem que pagar à vista. Quem tem CNPJ pode pagar em 30, 60 dias.
Então é preciso mostrar que a formalidade aumenta a cidadania, a autoestima desse perfil específico de empreendedor, e que ele passa a fazer parte de um grupo que se preocupa com ele.






