Medidas protecionistas da Argentina preocupam indústria de Marília

Empresários necessitam de autorização previa para exportar produtos

Começou a vigorar a partir da última quarta-feira (1) em todo Brasil novas medidas protecionistas da Argentina para controle de importações.

Com a mudança, indústrias brasileiras precisam de autorização prévia para exportar produtos ao país. Em Marília os setores mais prejudicados serão os alimentícios.

Na prática, a exigência dificulta a entrada de produtos estrangeiros no país vizinho.

Segundo Derci Comandini, diretor comercial da área internacional da Adima (Associação das Indústrias de Alimento de Marília), a Argentina era um dos principais parceiros da região, em especial no setor de alimentos, por isso a preocupação com as novas medidas são grandes. “A maioria dos produtos não exigia licença, por isso tínhamos grande número de exportações. Porém a situação ficará complicada, temos um plano Mercosul que não está sendo cumprido”.

Comandini explica que o governo argentino já havia modificado ações de exportações. Até o dia 31 de janeiro os empresários exportavam os produtos, nacionalizavam-no e precisavam esperar vários dias para comercialização. “Nossas exportações já tinham caído com as últimas mudanças. Agora a tendência é que piorem ainda mais. Muitas fábricas exportaram tudo que precisavam até o último dia 31. As outras precisam esperar novas autorizações do governo argentino”, afirma Comandini.

O diretor relata que a categoria já tentou vários recursos com intenção de reverter a situação, todas sem sucesso. “O que nos resta fazer é esperar e conferir os reflexos”.


Cidade exportou US$ 1,7 bi para o país

O município exportou para o país vizinho em 2011 US$ 1,7 bilhões. Em todo Brasil as vendas externas brasileiras somaram US$ 22,7 bilhões.

De janeiro a dezembro do ano passado a balança comercial entre os dois países registrou superávit para o Brasil de US$ 5,8 bilhões.

As medidas argentinas visam incentivar a produção local e melhorar a economia do país. Para o Brasil, as medidas são protecionistas e podem remeter a uma queda considerável às exportações ao país vizinho, um dos principais parceiros comerciais até então. Em janeiro deste ano foi registrada queda de 2% nos produtos enviados para Argentina. A redução ocorreu principalmente em produtos básicos como minério de ferro e alumínio.




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