Aposentada com câncer fica sem assistência necessária
A saúde pública de Marília já virou motivo de revolta e desprezo dos marilienses. Falta de profissionais, escassez de medicamentos e longas filas de espera já fazem parte da rotina dos usuários dos serviços.
No Posto de Saúde do bairro Aniz Badra, zona norte da cidade, a falta de médico está deixando a aposentada Tereza Ribeiro dos Santos, 64, sem remédio para pressão arterial e sem prescrição para calmantes.
Em tratamento para o câncer de mama há dois anos. Ela já passou por seis sessões de quimioterapia na Santa Casa e 30 sessões de radioterapia no Hospital das Clínicas. Como reação do tratamento a aposentada hoje sofre com hipertensão, asma, osteoporose e depressão.
Tereza conta que diversas vezes vai até o posto de saúde do bairro Aniz Badra e não consegue obter os medicamentos. De acordo com ela o único profissional disponível com exceção das enfermeiras é um dentista. “As enfermeiras tratam a gente com desprezo. Uma pessoa idosa precisa de carinho e amor. Quando passo por lá somente falam que não tem médico, não tem remédio e nem como fornecer receita”, relata.
Como solução os profissionais do posto de saúde estão orientando a aposentada a procurar atendimento no PA do bairro Santa Antonieta, porém outro problema é a falta de ambulância para transporte. “Eu já quebrei o braço, não tenho força para andar. Ultimamente só choro”.
Cansada e com muitos problemas de saúde a aposentada que ganha apenas um salário mínimo, hoje em R$622, gasta em torno de R$ 200 em apenas uma caixa de medicamento. “Remédio para pressão consigo comprar, mas tenho que gastar com calmantes. Sem receita não dá para ficar”.
Em entrevista para o Diário no final do último mês, o secretário municipal da Saúde, Júlio Zorzetto afirmou que estava resolvendo os trâmites para sanar a falta de medicamentos. Porém até agora a situação prossegue da mesma forma.






