Policial estava auxiliando com as investigações, diz advogado
Denunciado pelo Ministério Público por dar suporte logístico à quadrilha de Alex Amarildo de Oliveira, 27, o Rico, durante os ataques atribuídos à Guerra do Tráfico, o investigador Aurísio Vieira de Melo Júnior, estava coletando informações e as repassando para o setor de inteligência da Polícia Civil.
Esta, pelo menos, foi a versão apresentada pelo advogado Cristiano Mazeto, responsável pela defesa de Aurísio, em entrevista coletiva concedida em seu escritório no meio da tarde de ontem (1º).
“Ele tinha um informante e tudo o que ele coletava, repassava aos responsáveis pelas investigações. Foi graças a este artifício que vários crimes foram desvendados pela polícia”, afirmou Mazeto, dizendo ainda que seu cliente está bastante tranquilo e continua atuante no NECRIM (Núcleo Especial Criminal).
De acordo com o defensor, a linguagem utilizada pelo investigador nas conversas com Arilson José Dessia, homem de confiança de Rico, serviam para estimular a entrega de informações. Em um dos bate-papos capturadas pelo grampo, Aursío menciona a possibilidade de ministrar um curso de pontaria e munição, dizendo “ninguém morre nesse tiroteio”.
“Recebemos a informação desta denúncia com surpresa, já que a Justiça nos concedeu semana passada um habeas corpus que impedia o indiciamento. Vamos aguarda o posicionamento do juiz do caso (José Roberto Nogueira Nascimento) quanto ao recebimento ou não do caso. Se isto acontecer, estudamos entrar com pedido de trancamento da ação”, finalizou Mazeto.
OUVIDORIA
A Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo informou ontem que instaurou procedimento interno para acompanhar o caso. “Não se pode ser condescendente quando policiais agem com a bandidagem. Se for comprovado o envolvimento dos policiais com traficantes, vamos pedir a expulsão deles”, afirmou o ouvidor-adjunto Júlio César Fernandes Neves.






