Hortifrutis continuam elevados devido as chuvas de janeiro

Índice pluviométrico do mês de janeiro ficou 34% acima da média para o período

O bolso do mariliense já sente os prejuízos que as chuvas de janeiro provocaram nas lavouras. No supermercado, consumidores reclamam do preço do tomate que chega a custar R$ 3 o quilo.

O vendedor Elcio Alexandre, 39, e a esposa Samara, 23, não gostaram da qualidade das verduras, mas optaram por comprar, pois já encontraram o produto mais caro em outros estabelecimentos. “Chegamos a encontrar o quilo do tomate por até R$ 3,20 e de qualidade e aspecto bem pior que este”, disse o vendedor.

A alface que no final de 2011 era comercializada a R$ 0,80 não é encontrada no supermercado e nas feiras livres da cidade por menos de R$ 2,80. A auxiliar de escritório Deva Soares, 47, não abre mão de levar o produto para casa, já que os filhos de 8 e 14 anos não fazem as refeições sem o acompanhamento de uma salada.

“Além de estar cara apresenta um aspecto muito ruim, mas como as crianças gostam e é a única verdura que comem, não tem outra opção”, lamentou a consumidora.

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O produtor de hortifrutis Teodoro Maradona prevê que os preços altos e a péssima qualidade dos produtos devem persistir até o final de março. “Só com o final da temporada de chuvas que os valores devem cair”.

TEMPORADA

As chuvas do mês de janeiro, considerado temporada de precipitações intensas, acumularam um volume de 399 milímetros, 34% a mais que o registrado na média histórica para o mês de 294,6. O volume é 227% maior que do mês de dezembro, quando choveu 122 milímetros.

Segundo o engenheiro agrônomo Antonio Favoretto o volume de águas foi bom, porém não teve a distribuição necessária. O último mês registrou 13 dias de chuvas.




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