Boom imobiliário eleva em 41% área aprovada para construção civil

Secretaria de Planejamento aprovou 507,7 mil m2 em 2011

Acompanhando os resultados nacionais no crescimento do número de imóveis, Marília apresentou um boom na metragem destinada para construção civil em 2011.

De acordo com levantamento da secretaria municipal de Planejamento Urbano foram aprovados 507.728,24 mil m2 em 2.854 plantas no ano passado. A metragem é 41% maior do que 2010 quando foram aprovados 358.347, 98 m2 em 3.063 projetos.

No período o mês que acumulou maior número de metros aprovados foi julho, com 68.804,27 em 166 plantas. Em relação aos projetos aprovadas o recorde do ano foi em janeiro com 442 aprovações.

No ano de 2010 o líder de metragem foi o mês de agosto com 43.442,20 m2. Na relação de plantas aprovadas o maior número foi registrado em outubro com 390 aprovações.

Como pode ser analisado, apesar do número de plantas aprovadas ter sido inferior no ano passado o resultado de metragem quase dobrou. A relação ocorreu devido ao crescimento horizontal da cidade, que teve grande expansão de loteamentos tanto populares como condomínios de luxo. A secretária municipal de Planejamento Urbano, Cristina Bondezan, afirma que no caso de condomínios o tempo de análise para aprovação gira em torno de seis meses. Nos pedidos de construções de residência esse tempo cai para 15 dias.

O crescimento do setor é confirmado pelo mestre de obra, Sergio Corrêa da Silva, 37, que afirma que o ano passado foi muito produtivo para o setor e bem superior a 2010.

Silva explica que apesar do bom período da construção a cidade está falha em mão de obra qualificada, com a necessidade de “importar” profissionais de outros estados do país como Ceará, Minas Gerais e Bahia. “Serviço temos muito, porém falta profissional. Dos 120 contratados para construção de um condomínio cerca de 10 são da região”.

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De acordo com ele os trabalhos prestados em Marília estão virando uma escola. “Estamos investindo bastante em capacitação”, completou.

Aquecimento no setor gera falta de mão de obra

A elevação no número de metragem e projetos aprovados para execução de novos empreendimentos tem provocado o chamado apagão da mão de obra no setor. O problema ocorre principalmente por conta dos diversos condomínios que estão em andamento. Grande parte destas obras emprega funcionários de outros estados.

O pedreiro Luiz Fernando Costa, 41, afirma que a cidade está muito aquecida no ramo da construção e muitas vezes ele precisa optar entre dois serviços. “Aumentou muito a demanda de trabalhos e a remuneração está maior também. Com a falta de profissionais precisamos aproveitar para garantir serviços e ganhar bem”, afirma Costa.




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