Chuvas já influenciam no preço de hortifrutis vindos de fora

Se o período chuvoso persistir, preços de produtos regionais podem sofrer alta

O acúmulo de chuvas na primeira quinzena de janeiro em Marília já passou de 72,7 milímetros.

Volume é considerado bom para a agricultura e pecuária, mas a previsão para os próximos dias é de mais chuva o que pode prejudicar a produção de hortifrutigranjeiros.

Segundo o gerente do Ceasa de Marília, Cícero Carlos da Silva os produtores de abobrinha, pimentão, vagem e hortaliças, principais culturas da região já estão em alerta. Caso as chuvas persistam, a produção corre o risco de se perder ainda no campo ou mesmo se deteriorar durante o transporte para o consumidor.

Produtos como o tomate e a batata já tiveram alta no preço de até 100%. “As chuvas em Minas Gerais, local onde são produzidos são responsáveis por essa alta”.

A saca de 60 quilos da batata que há 30 dias era comercializada a R$ 50 está cotada em até R$ 80, dependendo da qualidade. Já uma caixa de tomates de 20 quilos está cotada hoje em R$ 60, quando antes era R$ 30.

O produtor Deodoro Maradona, 27, evidencia o preço da caixa de 20 quilos da abobrinha que no fim de dezembro era vendida por R$ 15. Com as chuvas de janeiro já saltou para R$ 35. Hortaliças como a alface tiveram alta de R$ 0,65 para R$ 1,20, cerca de 50% a mais. “Até mesmo o quiabo, bastante perecível subiu de R$ 2 para mais de R$ 5”, comentou Maradona.

Os altos preços não demoraram a ser repassados aos consumidores e a conta do supermercado já ficou um pouco mais salgada na opinião da professora Elizabeth Satório Roberto, 62.

Ela reclama do preço da batata que mesmo em oferta é vendida por R$ 1,55 o quilo. “No final do ano passado cheguei a pagar até R$ 0,95. Não sei onde vão parar esses preços”.

O vilão do prato do mariliense o tomate é vendido à R$ 2,97, preço considerado abusivo pela autônoma Dulce Yared, 67.




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