Casos policiais devem agitar Fórum este ano
Advogados caros e promotores do Ministério Público (MP) devem travar grandes duelos judiciais no Fórum de Marília em 2012. Isto porque os casos policiais que mais causaram repercussão nos últimos anos devem ser julgados até dezembro.
Na lista dos que devem sentar no banco dos réus estão traficantes acusados de comandar os principais esquemas de compra e venda de drogas da cidade e região, ladrões, assassinos e por mortes no trânsito.
A reportagem do Jornal Diário preparou um breve histórico do que está por vir e irá movimentar os corredores da sede do Poder Judiciário em 2012.
JOALHERIAS
Emanuel dos Santos da Silva, 19, Luan Bergoce Espejo, 19, Alessandro de Arruda, 27, e Joara Rayane Alves dos Santos, 18, são acusados de assaltar duas joalherias da cidade em menos de 24 horas em janeiro do ano passado e dar prejuízo de mais de R$ 1 milhão às suas vítimas.
As audiências do caso já foram realizadas e o julgamento do caso deve acontecer em até três meses. O MP já adiantou que dificilmente o bando será condenado pelos dois crimes, já que não houve reconhecimento em um dos casos.
NA CASA DE JUIZ
Carlos César Barbosa Gil, 22, é réu no processo em que responde pelo assalto à casa de um juiz federal ocorrido em junho do ano passado. Além de ser confesso, pesa contra ele o fato de não ser réu primário e reincidente em casos de roubo à residência. O julgamento deve acontecer ainda no primeiro semestre.
DINHO
Considerado um dos maiores traficantes de Marília e apontado pelo MP como chefe de grandioso esquema de distribuição de drogas, Edson Santos Silva, 26, o Dinho, e outros cinco comparsas foram presos em junho.
A defesa dos acusados tenta uma manobra alegando dependência química. Por outro lado, existe a acusação de aliciamento de menores. O processo está avançado e a sentença deve ser proferida até o meio do ano.
RICO
Talvez um dos mais perigosos criminosos da cidade, Alex Amarildo de Oliveira, 27, o Rico, responde por quase uma dezena de processos, a maioria deles por envolvimento com o tráfico de drogas e assassinatos, sendo o braço direito do irmão, Waldir Francisco de Oliveira, 32, o Chibiu, chefe da quadrilha.
Por ter ficado quase um ano e meio foragido - ele só foi preso em dezembro passado -, o ano será de muitas audiências, mas também de condenações e Rico deve ficar muitos anos atrás das grades.
GÁLIA
Outro grande traficante, segundo a polícia, Eliseu Cristiano da Rocha, 40, deve ser julgado até dezembro. Em agosto do ano passado, ele foi preso após a DISE de Marília (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) apreender 400 quilos, entre maconha e cocaína, além de arsenal de armas e munições, em uma chácara em Gália.
+ informações
GUERRA DO TRÁFICO
Amásia de Rico, Ingrid Daiane de Souza, 24, vai sentar no banco dos réus pela participação no assassinado de Ricardo Afonso Alves, 31, o Ricardão, ocorrido em julho de 2010 em crime motivado pela Guerra do Tráfico. O julgamento deve acontecer até meados deste ano.
ENCOMENDADO
O advogado João Simão Neto e Ademilson Domingos de Lima vão a júri popular em novembro acusados de encomendar o assassinato do ex-diretor de marketing do Grupo CMN, José Ursílio de Souza e Silva, em julho de 2006.
Segundo o MP, os dois teriam contratado o pistoleiro Evandro Quini e Luverci Luque para executar o crime, no entanto, eles se confundiram e erraram o alvo.
Quini e Luverci foram condenados por tentativa de homicídio, no entanto, a qualificadora de mediante paga foi rejeitada pelos jurados. Caso o júri siga o mesmo caminho, Simão Neto e Lima devem ser absolvidos.
RACHA
O estudante de medicina Rainer William Aguilar Gaspar, 25, foi condenado em 2010 a sete anos de prisão em regime semiaberto pela morte do funcionário público Cícero José de Santana, 42, ocorrida em 2006 durante um racha no centro da cidade.
Ele recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que anulou a sentença e determinou que o jovem seja submetido a novo júri popular, o que deve acontecer até o final do ano.
EMBRIAGUEZ
Marcos Rogério Ribeiro da Silva, 37, deve ser julgado até dezembro em processo que é acusado de duplo homicídio doloso - quando há intenção ou assume-se o risco de matar.
Segundo o MP, ele dirigia pela SP-333 sob efeito do álcool quando invadiu a pista contrária e bateu em outro carro, que resultou nas mortes de um aposentado de 67 anos e seu neto, que completava 11 naquele dia.
KUBANACAN
Reumar Aurélio da Silva, 30, e Giovani dos Santos Caetano, 29, são réus na chacina que ficou conhecida como Caso Kubanacan, que em poucos dias completa sete anos e que condenou dois envolvidos e absolveu um terceiro.
O julgamento de Silva já está agendado e acontece em fevereiro. Já o júri popular de Caetano deve ser marcado até junho.
(Wagner Aith)






