Cesta básica tem alta de 4,57% nos últimos 12 meses

Em dezembro o preço dos 13 itens básicos chegou a R$ 277,27

O preço médio da cesta básica avançou 4,57% em 2011 no estado de São Paulo, fechando o ano em R$ 277,27. Os números foram divulgados em pesquisa divulgada na semana passada pelo Dieese (Departamento Intersindical de estatística e estudos socioeconômicos). Em dezembro de 2010 a mesma cesta com 13 itens custava R$ 265,15.

No comparativo de dezembro com o mês anterior a alta foi de 0,35%.

No último mês do ano passado o estado de São Paulo passou Porto Alegre e liderou a pesquisa como a cesta mais cara entre as 174 capitais onde o Dieese realiza a pesquisa.

Os produtos que fecharam o ano com a maior alta acumulada foram tomate (com variação de 29,41%) e o café com 22,66%, seguidos por leite 9,40%, banana (8,15%) e pão (6,53%). A maior queda de preços ficou por conta do feijão, com variação negativa de 10,12%.

Com o aumento nos preços dos alimentos básicos na capital paulista no último ano o comprometimento do salário mínimo com a compra da cesta básica na média anual ficou em 108 horas e 35 minutos, quase duas horas a mais que em 2010, quando correspondia a 106 horas e 56 minutos.

A atendente Ana Paula de Moraes, 29, afirma que sentiu no bolso a alta dos preços do tomate. Ana que é filha de uma dona de lanchonete, precisa comprar quase diariamente o produto para cozinha do estabelecimento e não consegue se planejar devido a variação de preços. “Sentimos diretamente no custo a alta. Tem dia que venho está um preço, no outro já sobe muito, é complicado”.

A dona de casa Teresinha Martins Cordeiro, 68, afirma que sentiu o mesmo aumento no leite. Teresinha que antigamente comprava o produto de caixa com dez produtos mensalmente, com a elevação está realizando as compras por unidades e semanalmente.

Em relação ao café a dona de casa também sentiu diferença no preço. Ela não escolhe o produto por marca e sim pelo preço mais baixo.

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Seu esposo, o aposentado Arlindo Cordeiro, 75, afirma que precisou diminuir a frequência dos cafezinhos diários. “O café subiu demais, não dá para fazer toda hora o cafezinho. Precisamos economizar sempre”, afirma Cordeiro.




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1 Comentário(s)

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