Balança comercial tem déficit de US$ 18 milhões em 2011

Foram exportados US$ 33,2 milhões contra US$ 51,3 milhões em importações

Balanço divulgado na sexta-feira (13) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) mostra que o montante das exportações marilienses caíram 5,1% no último ano. Em 2011 foram exportados US$ 33,2 milhões contra US$ 35 milhões de 2010.

Durante o último ano foram importados US$ 51,3 milhões, o que apresentou saldo negativo na balança comercial de US$ 18 milhões.

Em comparação ao mesmo período do ano passado quando as importações foram de US$ 33,2 milhões o saldo foi positivo com US$ 1,8 milhão.

Segundo o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Marília, Flávio Peres, o principal fator que contribuiu para o resultado de 2011 foi a desvalorização do dólar durante alguns meses do ano. A recuperação foi sentida a partir de outubro do ano passado, o que facilitou a entrada dos importados na cidade durante os nove meses do ano.

Além da crise mundial que afeta principalmente os países europeus. “São vários fatores que contribuíram para o péssimo resultado, além do câmbio o custo de imposto hoje em 9% prejudica as exportações”, explica Peres.

Para o desempenho de 2012 no setor o diretor não está otimista. Neste ano a expectativa é para o crescimento do mercado interno das indústrias marilienses. “O mercado interno brasileiro está segurando a região e possibilitando que os índices de desemprego não sejam tão altos”, afirma Peres.

No balanço dos parceiros do município que resultaram nesse montante a lista de exportações está liderada pelos Estados Unidos que compraram US$ 4,5 milhões, seguido por Angola com US$ 3,21 milhões e Canadá com US$ 2,9 milhões.

Os parceiros que mais venderam para a cidade foram Argentina com total de US$ 13,3 milhões, seguido pelo Uruguai com US$ 10.5 milhões e China com US$ 6,2 milhões.

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Alimentos lideram lista de exportações

Devido à grande influência do setor alimentício na cidade os produtos fecharam 2011 líderes na lista das exportações.

Os produtos que mais foram exportados no ano passado liderando com 33,3% a lista foram os bombons e confeitos que totalizaram US$ 10,7 milhões. O segundo lugar ficou com os biscoitos e bolachas com US$ 4,4 milhões, seguido pelos amendoins com US$ 2,9 milhões.

Na relação das compras adquiridas pelo município os garrafões lideraram com 19,33%, totalizando US$ 9,9 milhões. Em segundo lugar ficaram os produtos congelados, com US$ 7,9 milhões.

Segundo Dercci Comandini, diretor da Danilla Foods Brasil, empresa especializada em exportação, a demanda está crescente no mercado interno devido ao grande aquecimento do setor.

Vários fatores como carga tributária governamental influenciam para que as indústrias que não têm incentivo invistam no estoque interno. “O mercado de alimento foi atingido negativamente pela crise. Se o governo não mudar a estratégia não ficaremos competitivos”.

Comandini afirma que devido a grande dificuldade do último ano em sua empresa está buscando alternativas para passar por esta fase. “Sempre exportei alimentos. Porém, estamos investindo em outros setores para não sentir tanto o resultado negativo da balança comercial”.




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